PSOE e PP empatados em sondagem. Não há maioria à vista

Numa sondagem revelada hoje pelo El País e realizada pela Metroscopia, o PSOE (Partido Socialista Obrero Español) aparece como o vencedor, sem maioria, das próximas eleições legislativas espanholas. Se as eleições se realizassem hoje (e não daqui a três meses, como está previsto), o PSOE e o PP, atualmente no poder, estariam separados por apenas 1,2 por cento dos votos. Os dois partidos contariam respetivamente com resultados de 24,6 e 23,4 por cento, o que se traduz em empate técnico. Assim, e a confirmar-se estes números, estaria de volta a Espanha o bipartidarismo político, com os novos movimentos Podemos e Ciudadanos a ficar para trás.

Fonte: Metroscopia/El País

Fonte: Metroscopia/El País

O Podemos chegou a estar, em novembro de 2014, empatado com as duas maiores forças políticas espanholas. No entanto, o partido de Pablo Iglesias, que impressionou nas últimas eleições europeias, conta agora com 18,6 por cento das intenções de voto. O Ciudadanos, de Albert Rivera, regista 16,1 por cento dos resultados.

Como quinta força política na sondagem da Metroscopia surge a Iquiera Unida, de Albero Gazón, com 5 por cento das intenções de voto – suficientes para ter representação no parlamento espanhol.

O que os eleitores pensam dos líderes partidários

Em relação à aprovação que os eleitores fazem da conduta política levada a cabo por cada líder, o atual primeiro-ministro, Mariano Rajoy, é o que se encontra em pior posição, com 48 pontos negativos, seguido por Pablo Iglesias, com 28 pontos negativos. Pelo lado positivo distingue-se Albert Rivera, o líder carismático do Ciudadanos com grande presença nas redes sociais, que contabiliza 20 pontos positivos.

A opinião parece refletir-se na resposta à pergunta “em que partido não votaria em caso algum”: o PP e o Podemos concentram as opiniões negativas, com respetivamente 54 e 42 por cento das respostas.

Descomplicador:

As eleições generales, ou legislativas, espanholas aproximam-se e as sondagens indicam que o bipartidarismo pode estar de volta ao país vizinho.

Publicado por: Mariana Lima Cunha

21 anos, natural de Oeiras. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós-graduada em Comunicação e Marketing Político pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Jornalista online do Expresso

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