Novo Banco faz disparar défice de 2014 para 7,2%

O adiamento da venda do Novo Banco ultrapassando assim o prazo definido de um ano, leva a que com o défice do ano de 2014 tenha disparado para os 7,2%. Só a venda do banco no espaço de um ano permitia ao Instituto Nacional de Estatística não contabilizar o valor do Fundo de Resolução nas contas do défice.

Instituto Nacional Estatistica INE

Sendo assim os 4,9 mil milhões de euros pioram as contas do défice para os 7,2%, num total de 12,45 mil milhões de euros e que só não foi pior devido à melhoria das contas dos fundos da Segurança Social e das finanças das autarquias.

Estes dados foram já enviados pelo INE a Bruxelas, sendo que este é o pior défice desde 2011, quando atingiu os 7,4% do PIB, contabilizando mais 550 milhões de euros do que o valor agora apurado pelo Instituto Nacional de Estatística.

O INE tinha já avisado o Governo que caso o banco não fosse vendido no prazo de um ano, todo o valor iria cair sobre as contas do défice correspondentes ao ano de 2014, o que acabou então por se verificar. Caso o Novo Banco tivesse sido vendido apenas seriam registados os valores caso o Fundo de Resolução tivesse dado prejuízo com a venda da instituição bancária.

Descomplicador:

O adiamento da venda do Novo Banco levou a com que o Instituto Nacional de Estatística tivesse de registar nas contas do défice o valor aplicado pelo Fundo de Resolução. Estes novos dados fizeram assim disparar o défice para os 7,2%.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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