António Costa: “Só há uma resposta: é pô-los na rua!”

O secretário-geral do Partido Socialista esteve esta sexta-feira em Loures a apelar ao voto e fez-se acompanhar por Mário Centeno e Basílio Horta. António Costa pediu para que se votasse no PS e para expulsar o actual governo do poder, que apelidou várias vezes ao longo do discurso de “insensível”.

António CostaA chegar ao fim da primeira semana de campanha, António Costa passou por Loures e falou a todos os portugueses. Num discurso onde não avisou que é preciso um Governo que tenha “capacidade de promover o diálogo social com os diferentes parceiros”, apelando assim ao voto no PS, o líder socialista voltou a apontar armas à coligação Portugal à Frente. “Há mais vida para além do Orçamento”, começou por dizer. Costa continuou e acusou ainda os membros do governo de insensibilidade para com a realidade portuguesa.

Mas as críticas seguiram-se e o secretário-geral do PS disse entender que este Governo fracassou ao tentar esonder o seu “falhanço”. No entender de Costa, os políticos não podem “andar sempre impunemente na vida política a enganar tudo e todos”. Para isso o líder socialista tem uma solução: “Só há uma resposta: é pô-los na rua!”

Na sua intervenção, Basílio Horta afirmou que o actual governo não pode apelar à estabilidade: “Estabilidade? Mas haverá maior instabilidade que uma vitória deste governo?”. O fundador do CDS-PP relembrou que “quem tem capacidade de diálogo é o PS” e que isso é o garante de que um voto nos socialistas trará mais estabilidade ao país. O Presidenta da Câmara de Sintra concluiu afirmando que não basta ter paz nas ruas, “é preciso ter paz nas consciências”.

Seguiu-se Mário Centeno. O coordenador do cenário macroeconómico do PS voltou a atacar a coligação Portugal à Frente. Desta vez o alvo foi a notícia avançada hoje pelo semanário Sol que dá conta de que o Governo se prepara par devolver a sobretaxa do IRS. Na óptica do economista, este facto não passe de “um exercício de cosmética, puramente eleitoralista”. A razão que Centeno encontra para que esta medida esteja a ser falada agora uma: “Fazem-no porque tem um custo zero, porque eles não vão ganhar as eleições no dia 4”.

Estas críticas a Passos Coelho e ao seu executivo surgem no dia em que uma nova sondagem da Eurosondagem volta a aproximar a coligação PàF e o Partido Socialista. Segundo o estudo conhecido hoje, se as eleições fossem hoje António Costa reuniria  36% dos votos, apenas mais 0,5% que PSD/CDS-PP, que apesar de surgirem em segundo lugar poderiam eleger mais mandatos. Com quase uma semana de campanha e a menos de dez dias das eleições o PS intensifica as críticas ao Governo e à coligação que o compõe e faz um último esforço para conseguir contrariar as sondagens.

Descomplicador:

O Partido Socialista esteve esta sexta-feira em campanha por Loures. António Costa apelou ao voto no PS e criticou o actual Governo, afirmando que no dia 4 de Outubro “só há uma resposta: é pô-los na rua!”. Mário Centeno e Basílio Horta também intervieram na iniciativa e criticaram também o executivo de Passos Coelho.

Publicado por: José Pedro Mozos

23 anos, natural de Lisboa. Aos dezasseis anos percebeu que a sua vocação era o jornalismo. Licenciado em jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós graduado em Jornalismo Multiplataforma pela FCSH – Universidade Nova de Lisboa. Entre março de 2016 e junho de 2017 passou pela SIC Notícias. Faz parte da editoria de política da Revista VISÃO desde julho de 2017. Acredita no jornalismo como sendo um dos pilares de qualquer democracia. Atualmente, faz parte do Conselho Editorial do Panorama.

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