Estudantes sem apoio para Erasmus

A Universidade de Lisboa comunicou a centenas de alunos que não tem fundos para apoiar os programas de Erasmus. A agência nacional que gere o programa, a Erasmus+, já declarou que as universidades sabiam que haveria um corte, mas a Universidade de Lisboa foi a única instituição que não conseguiu contornar o obstáculo.

Ensino Superior

O corte de financiamento afeta as diferentes instituições em diferentes proporções: a Universidade de Trás os Montes e Alto Douro recebe menos 0,4%, mas o maior corte é mesmo o que a Universidade de Lisboa sofre, vendo 20% do financiamento reduzido. O orçamento disponibilizado chega no total aos 15 milhões de euros, mas parte deste é destinada a instituições privadas ou a projetos de outra natureza.

O Erasmus+ é um novo programa que consiste não só em proporcionar mobilidade aos estudantes de ensino superior provenientes dos estados-membro da UE mas também em destinar fundos a projetos de educação e formação que já existiam e se encontram agora unificados. O programa foi lançado em 2014 e contou com um apoio de Bruxelas no total de 14,7 mil milhões de euros, um total superior em 40% ao que era anteriormente proporcionado.

Portugal recebe 400 milhões de euros até 2020 no âmbito do Erasmus+. A agência nacional afirma que o montante destinado ao Ensino Superior seria de um terço do valor total, mas que na verdade ascendeu aos 55% em 2015.

Descomplicador:

Quem estudar na Universidade de Lisboa e quiser fazer Erasmus vai ter mais obstáculos: a instituição deixou de poder garantir bolsas a quem vai para fora, dado que o financiamento do programa foi reduzido em 20%.

 

Publicado por: Mariana Lima Cunha

21 anos, natural de Oeiras. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós-graduada em Comunicação e Marketing Político pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Jornalista online do Expresso

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