Costa e Passos já admitem governar sem maioria, mas ainda tentam garanti-la

António CostaAntónio Costa e Pedro Passos Coelho admitem já governar sem maioria absoluta, embora não tenham ainda desistido de tentar. António Costa disse ontem num comício em Santa Maria da Feira que o PS não deixará de ser um referencial de estabilidade, enquanto Passos Coelho garantiu não fazer “chantagem com os portugueses”.

O líder da oposição, António Costa, disse em Santa Maria da Feira que “se por alguma razão não tivermos maioria absoluta, não deixaremos o país no caos, porque somos, sempre fomos e sempre seremos o grande referencial de estabilidade do país”, garantindo que o Partido Socialista é o único capaz de “abrir e lançar pontes, mobilizar todos, estabelecer diálogo e unir o país, encontrando soluções de governabilidade”.

Ainda assim António Costa reforçou o apelo ao voto, uma estratégia que tanto o líder do PS como Passos Coelho e Paulo Portas irão fazer até Sexta-Feira, ainda para mais aproveitando a dinâmica dos eventos finais de campanha, como a descida do Chiado e os comícios de encerramento que serão grandes momentos de mobilização dos três partidos.

Passos Coelho Portugal à FrenteJá a coligação Portugal à Frente tem como objectivo, segundo o jornal Expresso, garantir a tendência de voto revelada pelas sondagens, mas garante que “nós não amuamos nem fazemos birras. Não chantageamos os portugueses”, disse Passos Coelho em Viseu, acrescentando ainda que o PSD e o CDS aceitará “sempre o resultado consciente das escolhas que os portugueses vierem a fazer”.

Ainda assim, Pedro Passos Coelho afirma que “não é uma questão partidária, é uma questão nacional (a maioria absoluta)”, acrescentando que “é muito importante que o próximo Governo disponha de condições estáveis e de uma maioria que permita ao país governar-se a si próprio”.

Descomplicador:

António Costa e Pedro Passos Coelho garantem ao país serem ambos capazes de governar sem maioria absoluta. Ainda assim, os últimos dias serão passados a tentar garantir essa maioria que dê a “estabilidade governativa”.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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