Passos quer Governo até dia 14. PSD e CDS já aprovaram acordo

O Partido Social Democrata e o CDS assinaram hoje o acordo de Governo entre ambos, que será o documento base para avançarem para a formação do novo elenco governamental. Passos Coelho contactou já António Costa para iniciarem negociações.

Pedro Passos Coelho Paulo PortasO acordo de Governo entre o PSD e o CDS foi distribuído aos conselheiros nacionais na Terça-Feira para aprovação nos devidos orgãos e entre outros, reforça a ideia de que “como decorre da Constituição da República Portuguesa e daquela que tem sido a prática, sem falhas, da história constitucional dos últimos 40 anos, é aos partidos integrantes dessa coligação que deve ser entregue a responsabilidade de formar um novo Governo”.

Segundo este acordo, o PSD e o CDS não tentarão integrar o PS no Governo, tendo em conta que o foi divulgado foi que “ambos os partidos se comprometem a propor ao Presidente da República a constituição de um Governo de coligação entre os dois partidos, sob a liderança do Presidente da Comissão Política Nacional do PSD, Dr. Pedro Passos Coelho”. Assim sendo a estabilidade governativa vai tentar ser alcançada por acordos parlamentares.

Pedro Passos Coelho e Paulo Portas vão assim dar inicio a “um permanente espírito de compromisso, desenvolvendo as negociações adequadas para a construção, nos mais diversos planos, dos necessários entendimentos”. Este acordo prevê assim o entendimento dos dois partidos no que toca aos documentos essenciais: programa do Governo, Orçamento de Estado, moções de confiança e de censura, propostas de referendos, projectos de lei do Governo e ainda a eleição de orgãos da Assembleia da Republica, nomeadamente o Presidente do Parlamento. Apesar do que foi aflorado por Passos Coelho, os dois grupos parlamentares serão autónomos.

Este acordo, mais extenso do que o anterior, no que toca à colaboração entre ambos os partidos prevê também “o compromisso de diálogo no sentido de assumirem uma posição comum em relação à eleição presidencial de 2016”. De fora desta acordo ficam como é hábito as estruturas das regiões autónomas dos dois partidos.

Passos quer Governo formado até dia 14

Pedro Passos CoelhoAinda no Conselho Nacional, Pedro Passos Coelho passou a mensagem de que pretende um acordo para quatro anos, à semelhança do que conseguiu António Guterres de 1995 a 1999. Miguel Relvas foi o primeiro a defender o “compromisso e a vigilância” deste novo Governo, atirando ainda Rui Rio para fora da corrida presidencial.

No Conselho Nacional do CDS, Paulo Portas avisou para a “pose de estado” que os dirigentes do partido devem ter neste momento, procurando sobretudo consensos e não a radicalização, numa reunião onde chegou a emocionar-se quando falou dos últimos quatro anos.

Já hoje na oficialização do acordo, Pedro Passos Coelho disse esperar que se conseguisse construir um consenso de Governo até dia 14, data em que estará concluído o apuramento eleitoral com a chegada dos votos da emigração. O vencedor das eleições disse ainda que todas as noticias sobre elencos governamentais não passam de “pura especulação”.

Para Pedro Passos Coelho seria ainda um “desperdício deitar fora todos os anos de sacrifício” caso não se consiga chegar a um entendimento, acreditando no entanto que tal será possível.

Descomplicador:

Acordo de Governo prevê entendimentos nos grandes documentos, na eleição do presidente da Assembleia da Republica e diálogo para as Presidenciais. Passos Coelho quer entendimentos para não “desperdiçar todos os anos de sacrifícios”.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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