António Costa denuncia “surpresas desagradáveis” nas finanças do país

António Costa esteve esteve hoje no Jornal da Noite na TVI para uma entrevista onde deu conta que “neste momento é que o PS está, tudo indica, com melhores condições de poder liderar uma solução governativa mais estável do que a direita”, mas dizendo que não está a assaltar o poder nem tem “ambições pessoais ou o sonho de ser Primeiro-Ministro”.

António CostaO Secretário-Geral do Partido Socialista quis “tranquilizar o país”, dizendo que é “prematuro dizer que as negociações vão permitir um Governo e estabilidade politica”, mas reconhecendo que “até ao momento estão a correr bem, num diálogo que não é fácil porque parte de sítios diferentes”. Ainda assim, é objectivo de António Costa tentar conquistar a estabilidade, ou seja “o programa de Governo para uma legislatura”, por forma a que não haja riscos de o Governo cair “daqui a três meses ou daqui a um ano”.

António Costa disse que o PCP e o Bloco estão concentrados “no que é essencial”, deixando de fora questões como a renegociação da dívida e a saída da NATO e recordando a “conversação do CDS em 24h quando em 2002 passaram de campeões anti-euro para pró-euro”, aquando da coligação com o PSD de Durão Barroso.

O líder social recordou ainda que “é ao partido com mais representatividade que compete criar condições de governabilidade”, salientando que não está “aqui por ambições pessoais” e que não tem “o sonho de ser Primeiro-Ministro, mas sim a cumprir um dever, a representar aqueles que confiaram no programa do PS”.

Ainda assim, António Costa afirma que “neste momento é o PS que está com melhores condições para poder liderar uma solução governativa com estabilidade, mais do que a direita”, criticando a actuação de Cavaco Silva quando “chamou apenas o líder do seu partido para o desafiar a formar Governo, excluindo forças politicas”.

Mais uma vez, António Costa mostrou-se satisfeito por “se ter quebrado um ciclo de 40 anos de incomunicabilidade à esquerda”, acrescentando que “um Governo de gestão será o pior para o país” e entendendo que não há necessidade de chegar a tal ponto tendo em conta o quadro parlamentar.

António Costa denuncia “surpresas desagradáveis” nas finanças do país

Entretanto já na fase final da entrevista, António Costa disse que nas reuniões que tem tido com o PSD e o CDS tem recebido “surpresas desagradáveis”, relacionadas com as finanças públicas de Portugal e que segundo o Secretário-Geral serão conhecidas em breve, até porque “há um limite para a capacidade de um Governo esconder a real situação financeira do país”.

António Costa acusou o PSD e o CDS de “arrogância e displicência” nas reuniões que tiveram com o Partido Socialista, ao contrário do PCP e do Bloco, que conduziram reuniões produtivas e esclarecedoras. O líder socialista recordou que “nunca se habituaram que governar não é ter sempre a maioria”, lembrando que “a última vez que ouvi a direita falar foi o dr. Passos Coelho a anunciar um ponto final nessas conversas sem sequer ter tido a delicadeza de esperar pelo documento que ficámos de enviar”.

Descomplicador:

António Costa esclareceu que não está “aqui” por “ambições pessoais ou com o sonho de ser Primeiro-Ministro” e denunciou que a direita tem dado conhecimento de “surpresas desagradáveis” no que toca às finanças do país, que segundo António Costa vão ser tornadas publicas em breve.

 

 

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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