José Sócrates libertado

 

José Sócrates vai ser libertado. As únicas medidas de coação a que estará sujeito serão a proibição de contactar os outros arguidos da Operação Marquês, assim como só poderá deixar com autorização prévia. O ex-primeiro ministro está agora em liberdade e deixa assim de estar em prisão domiciliária. Esta mudança da medida de coação irá afetar também Carlos Santos Silva. A ação tem efeito imediato e ambos os arguidos estão em liberdade já a partir de hoje.

Num comunicado enviado à imprensa, a Procuradoria Geral da República justifica “que se mostram consolidados os indícios recolhidos nos autos” e por essa razão “diminuiu a suscetibilidade de perturbação da recolha e da conservação da prova”.

jose-socrates

Em declarações à RTP, poucos minutos depois de a notícia ter sido tornada pública, João Araújo afirmou que esta solução era previsível. O advogado de José Sócrates entende que “a novela” em torno do caso estava a “ficar insustentável” e que por esse motivo não está surpreendido. João Araújo garantiu que pretende falar com o ex-primeiro ministro ainda esta sexta-feira.

Pedro Delille, o outro advogado de José Sócrates, falou ao “Expresso” e afirmou que a decisão “chega com onze meses de atraso”. Delille acrescentou ainda que agora que a defesa e os arguidos podem ter acesso aos autos irá tentar entender as razões da “fantasia de manter o engenheiro José Sócrates na prisão”.

O processo deixa de estar em segredo de justiça a partir desta sexta-feira e a defesa, assim como os próprios arguidos, podem consultar os autos a partir de segunda-feira. É, portanto, esperado que a partir da próxima semana seja possível ter um conhecimento mais claro do processo. No entanto, importa relembrar que a acusação ainda não é conhecida e ainda não está terminada.

Descomplicador:

José Sócrates está em liberdade mas impedido de sair do país sem autorização prévia ou de contactar com os outros arguidos do processo. A medida aplica-se também a Carlos Santos Silva. A decisão foi tomada no mesmo dia em que o segredo de justiça do processo foi levantado, permitindo que arguidos e defesa possam aceder aos autos a partir de segunda-feira. O ex-primeiro ministro deixa assim de estar em prisão domiciliária e passa a usufruir da liberdade onze meses depois de ter sido detido.

Publicado por: José Pedro Mozos

23 anos, natural de Lisboa. Aos dezasseis anos percebeu que a sua vocação era o jornalismo. Licenciado em jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós graduado em Jornalismo Multiplataforma pela FCSH - Universidade Nova de Lisboa. Entre março de 2016 e junho de 2017 passou pela SIC Notícias. Faz parte da editoria de política da Revista VISÃO desde julho de 2017. Acredita no jornalismo como sendo um dos pilares de qualquer democracia. Atualmente, faz parte do Conselho Editorial do Panorama.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *