Diplomata português visita Luaty Beirão. Activista recusa assistência em coma

Um diplomata da Embaixada portuguesa em Luanda visitou hoje o activista angolano Luaty Beirão no hospital onde está internado por prevenção devido ao facto de estar em greve de fome há 27 dias. Diplomatas do Reino Unido, Espanha e Suécia também visitaram o activista que se encontra detido.

Luaty BeirãoOs diplomata formularam o pedido para a visita junto do Ministro da Justiça angolano, adiantando fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros ao jornal Publico que “o Luaty Beirão estava lúcido, a falar normalmente e, daquilo que os diplomatas puderam ver, bem acompanhado em termos médicos”.

Luaty Beirão foi recentemente transferido da prisão de Calomboca para o hospital-prisão de São Paulo em Luanda onde está a receber água e soro, tendo em conta que os familiares já não levavam alimentos ao activista angolano. Luaty Beirão está preso preventivamente e em greve de fome para exigir que os 15 activistas sejam libertados.

Entretanto Luaty Beirão escreveu recentemente uma declaração onde prescinde de assistência médica na eventualidade de “atingir o estado de coma ou de desorientação cognitiva”. Na declaração, Luaty Beirão refere o Ponto 4 do Tratado de Malta, um documento internacional que reconhece direitos a quem entra em greve de fome.

Neste mesmo documento, o activista e rapper angolano diz ainda que caso os restantes activistas sejam libertados autoriza a equipa médica a injectar um soro mais rico do que o que está a receber actualmente por forma a conseguir assim terminar a greve de fome.

Na carta, Luaty Beirão deixa ainda uma indicação para o caso de não resistir aos dias de fome, dizendo que o seu “derradeiro desejo é ser cremado e que as cinzas sejam vertidas no mar”.

Descomplicador:

O activista angolano Luaty Beirão encontra-se “bem acompanhado do ponto de vista médico”, foi a conclusão de uma visita de um diplomata português ao hospital-prisão onde se encontra o activista angolano. Recentemente Luaty Beirão assinou uma declaração onde prescinde de assistência no caso de entrar em estado de coma.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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