Marcelo Rebelo de Sousa: “Cabemos todos na democracia”

O candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa não referiu o nome de Cavaco Silva, mas no primeiro comício em Lisboa, na Voz do Operário, várias foram as críticas a linhas de actuação do actual Presidente da Republica. Marcelo Rebelo de Sousa promoveu um evento onde a maioria dos apoiantes presentes não estavam ligados a orgãos de direcção do PSD.

Marcelo Rebelo de SousaMarcelo Rebelo de Sousa tem procurado ao longo das suas intervenções um papel de criador de consensos, afirmando também em Lisboa que um dos seus objectivos é “estabilizar a vida política nacional, criar convergências e promover a aproximação entre portugueses”.

Sobre a mais recente intervenção de Cavaco Silva, embora não o afirmando directamente, Marcelo Rebelo de Sousa recordou o período do pós-25 de Abril, onde “se dividiam os portugueses entre patriotas e não patriotas, bons portugueses e maus portugueses, em democratas e anti-democratas, entre os que tinham o exclusivo de acesso ao poder e aqueles que estavam marginalizados”, afirmando que “somos todos portugueses, cabemos todos na democracia, temos todos a plenitude dos direitos de participação”.

O professor universitário e ex-comentador recusou assim o regresso a “esse tipo de divisão, 40 anos depois”. Marcelo pediu assim “serenidade” no debate, considerando essencial que não se confundam “adversários e inimigos, porque não há portugueses inimigos de portugueses”.

Marcelo Rebelo de Sousa destacou também no seu discurso o papel de um Presidente da Republica na questão da governabilidade, recusando deixar ao seu sucessor o ónus de resolver uma crise política.

Sampaio da Nóvoa apoiaria Governo liderado por António Costa

Sampaio da NóvoaJá o candidato António Sampaio da Nóvoa foi mais especifico do que Marcelo Rebelo de Sousa na apreciação à actual crise politica, mostrando o seu apoio a um Governo liderado por António Costa. Numa iniciativa onde ouviu um conjunto de constitucionalistas, entre eles Jorge Miranda, Jorge Reis Novais, Mariana Melo Egídio, entre outros, o reitor universitário mostrou o seu apoio a uma solução estável no Parlamento.

Para Sampaio da Nóvoa, “caso haja um acordo de maioria parlamentar, seja ele qual for, de direita ou de esquerda, indigitaria sempre a pessoa que liderasse esse acordo. No caso concreto, se houver um acordo parlamentar entre partidos à esquerda, obviamente que indigitaria o dr. António Costa como primeiro-ministro”.

Descomplicador:

Marcelo Rebelo de Sousa no seu primeiro comício em Lisboa deixou um conjunto de críticas a Cavaco Silva, sem nunca referir o nome do actual Presidente da Republica. Sampaio da Nóvoa foi mais especifico e declarou o seu apoio a um Governo liderado por António Costa.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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