Paulo Portas fala num “PREC II” no regresso aos jantares do CDS

Paulo Portas regressou ontem aos jantares do CDS, desta feita em Santa Maria da Feira, para lançar críticas à tentativa de formação de um Governo de esquerda, que classificou como “um PREC II” e atacando a legitimidade de António Costa para se tornar Primeiro-Ministro.

Paulo PortasPara Paulo Portas um “Governo feito na secretaria está ferido de ilegitimidade desde o primeiro dia”, atacando assim a estratégia do líder socialista. Num discurso onde salientou que o CDS estará “sempre do lado da democracia”, Paulo Portas recordou os tempos pós-revolução onde “o que está em causa é saber hoje se o voto dos portugueses prevalece face a tentativas de secretaria, como no tempo do PREC (Período Revolucionário Em Curso) havia quem dissesse que a legitimidade revolucionária se sobrepunha ao voto”.

O líder do CDS disse ter tomado posse porque a coligação Portugal à Frente ganhou as eleições, referindo também que “se as tivéssemos perdido podem ter a certeza que estaríamos noutra função — a oposição, algo tão digno e necessário em democracia como o Governo”. Paulo Portas disse ainda que os resultados eleitorais pediram continuidade, “porque os portugueses disseram que não querem mais aventuras com o défice e com a dívida”.

Na sua intervenção em Santa Maria da Feira, Paulo Portas criticou ainda as “negociações pouco públicas” entre o Partido Socialista, o PCP e o Bloco de Esquerda, recordando ainda que “mais de 80% dos deputados eleitos acredita no projecto europeu”.

Descomplicador:

Paulo Portas acusou António Costa de querer criar uma solução na secretaria, dizendo ainda que um Governo assim constituído está “ferido de ilegitimidade desde o primeiro dia”. O líder do CDS comparou ainda os tempos actuais a um “PREC II”, onde a “legitimidade democrática se sobrepunha ao voto do povo”.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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