Henrique Neto: acordo de esquerda tem de ser para toda a legislatura

Henrique Neto entende que o acordo de esquerda para a governação de Portugal deve ter um prazo de validade de quatro anos. O candidato presidencial defende que esse terá de ser o “objetivo mínimo” de um entendimento entre Henrique NetoPS, BE e PCP. O ex-militante socialista sugere que esse acordo formal seja escrito e afirma que deve garantir entendimento total em máterias relativas à governação do país.

Numa carta enviada sexta-feira ao Presidente da República, Henrique Neto deixa clara qual a sua leitura do atual cenário político. O candidato à corrida a Belém avança que, caso o Governo de Passos Coelho seja rejeitado na Assembleia da República, Cavaco Silva deverá convidar António Costa para criar bases para um entendimento que dure quatro anos. Se a solução que o líder do PS entregar ao Presidente da República reunir as condições para oferecer ao país uma alternativa que seja estável Henrique Neto sugere que António Costa deve ser indigitado primeiro-ministro. O candidato afirma que, ainda que “se possa questionar alguma da legitimidade” desse Governo, “todas as alternativas, nesta fase, deixarão o país sem governação muitos meses”. O candidato refere mesmo que um acordo para quatro anos é a melhor e única solução alternativa aceitável, ao contrário do que seria um Executivo com “menor duração”.

Na ótica de Henrique Neto, “as circunstâncias excecionais em que um tal Governo é constituído exige esse entendimento tão minucioso quanto possível”. Seguindo esta lógica, o e-militante do PS sublinha a ideia de que o acordo apresentado pelos partdios de esquerda deverá incidir e matérias da governação e não exclusivamente sobre pontos que interessam às diferentes partes da negociação.

Mas há ainda a possibilidade de o acordo apresentado por António Costa não ser satisfatório, não dando garantias de estabilidade. Neste caso, Henrique Neto vê este acordo como sendo uma “fraude política”, o que daria ao Presidente da República “toda a legitimidade” para não indigitar António Costa como primeiro-ministro e ainda para “responsabilizar o PS” pela crise poítica que se seguiria.

Descomplicador:

Henrique Neto enviou na sexta-feira passada uma carta a Cavaco Silva onde comunicava a sua leitura do atual momento político. O candidato às presidenciais do próximo ano defende que António Costa só deverá ser indigitado primeiro-ministro caso apresnte um acordo para detalhado e minucioso para uma governação de quatro anos.

Publicado por: José Pedro Mozos

22 anos, natural de Lisboa. Aos dezasseis anos percebeu que a sua vocação era o jornalismo. Licenciado em jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Socia e pós graduado em Jornalismo Multiplataforma pela FCSH - Universidade Nova de Lisboa. Foi comentador num programa da rádio da sua faculdade sobre actualidade política; editor de música da ESCS Magazine e escreveu para o site Bola na Rede. Acredita no jornalismo como sendo um dos pilares de qualquer democracia. Atualmente, é jornalista na SIC Notícias.

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