Há acordo. António Costa procura garantia para quatro anos

António Costa confirmou esta noite que “está fechada a parte mais difícil e importante que tem que ver com as matérias programáticas”, relativamente aos acordos com o PCP, o Bloco de Esquerda e com Os Verdes. Ainda assim, o Secretário-Geral do Partido Socialista procura um acordo para quatro ano e não para “aprovar o Orçamento de 2016 e sair”.

Partido Socialista PSO líder do PS esteve esta noite em entrevista no Jornal da Noite na SIC, onde garantiu também que o Governo da esquerda terá “como base o programa do PS mas com as alterações decorrentes das negociações com o Bloco, o PCP e o PEV”, procurando no entanto o tal acordo para quatro anos, um trabalho que não é simples visto que “cada partido tem a sua identidade e diferenças profundas”.

Quanto às dificuldades no acordo, António Costa fez questão de salientar que “o PS, o PCP, o Bloco e o PEV não estão a negociar uma fusão entre si, estão a negociar algumas medidas dos seus programas”, explicando que “cada partido indicou as suas medidas prioritárias e o PS garante que não entrará em conflito com os acordos internacionais”, mas concluiu ao dizer “não posso pedir ao Jerónimo de Sousa que seja a favor do Tratado Orçamental”.

António Costa diz que para já é uma vitória o facto de “ter quebrado definitivamente esta questão”, dizendo que a mesma “não faz qualquer sentido 40 anos depois do 25 de Novembro”, classificando também este muro como “o único resquício do PREC”.

O líder do Partido Socialista recordou também que “o Dr. Paulo Portas foi o campeão anti-euro e em 24h teve de mudar para integrar o Governo de Durão Barroso”, dando assim a garantia que pelo facto de “o PS ter sido sempre a favor do Euro, claro que o PCP não deixará de ser contra e o nosso trabalho é assegurar que as medidas propostas pelo PCP são coerentes com as propostas apresentadas por todos e que no conjunto permite cumprir as metas orçamentais”.

O Secretário-Geral do PS apresentará amanhã na Comissão Nacional do PS um programa de Governo esperando a sua aprovação nos órgãos do PS, mas afirmando que aguarda “com confiança o julgamento do partido”.

Governo será só do PS e metas e acordos são para cumprir

António CostaAinda na entrevista à SIC, António Costa disse que o Governo será do PS, “com militantes, com independentes, mas sobretudo um bom Governo”, explicando que apesar do PS não ter colocado nenhuma objecção à integração de militantes do Bloco ou do PCP, nenhuma figura destes dois partidos irá integrar o novo elenco.

Ainda para o Partido Socialista, a meta do défice será para cumprir, ou seja, sempre abaixo dos 3%, dando ainda garantias de cumprimentos dos acordos internacionais e das metas financeiras, dizendo ainda quanto à NATO que “o PS manterá relativamente à NATO a mesma posição de sempre, agora era o que me faltava proibir o PCP de fazer manifestações contra a NATO”, explicando que “o que os nossos parceiros dizem é que conhecem o nosso programa, mas que perante a necessidade de mudança de politica viabilizam o Governo e estão disponiveis para assegurar a estabilidade ao longo dos próximos quatro anos”.

Salário sobe até aos 600 euros em quatro anos. Sobretaxa devolvida e IVA da restauração como prioridade

No que toca às medidas financeiras, António Costa disse que “o que está previsto é que os 600 euros serão alcançados ao longo da legislatura, com um aumento real ao longo da legislatura de 10% relativamente ao salário actual”, no que toca ao aumento do salário mínimo.

Ainda quanto à sobretaxa, o líder socialista disse que “será devolvida em dois anos, metade em 2016 e metade em 2017”, bem como a questão do IVA da restauração, que será tratada como uma prioridade, indo assim “baixar para 13% já em Janeiro”.

Descomplicador:

António Costa confirmou esta noite os acordos com o PCP, o Bloco de Esquerda e Os Verdes, mas disse que falta ainda o acordo para quatro anos. O líder socialista explicou ainda que nenhum dos partidos perderá a sua identidade e garantiu que o PS será o garante de que as prioridades de todos os partidos serão coerentes com os acordos internacionais.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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