Nuno Melo relembra que em Outubro de 2014 António Costa era “candidato a Primeiro-Ministro”

Pedro Passos Coelho e Nuno Melo protagonizaram o evento de Lisboa da série “Portugal: Caminhos de Futuro”. O vice-presidente do CDS e o líder do PSD foram bastante duros com António Costa, com Nuno Melo a relembrar que nas primárias do Partido Socialista era “candidato a Primeiro-Ministro e afinal agora o que interessa já são os deputados”.

 Nuno Melo foi o primeiro a discursar no Hotel Sana perto do Marquês de Pombal para criticar o “processo de usurpação em curso” que está a decorrer com a ala esquerda e que segundo o centrista “a única coisa em que concordaram foi: vamos reunir”.

O eurodeputado e vice-presidente do CDS recordou ainda um conjunto de declarações de personalidades ligadas ao Partido Socialista a criticarem a opção da união à esquerda, mas também de João Proença e Carlos Silva da UGT, bem como de Vital Moreira, ex-PCP e ex-PS.

Pedro Passos Coelho pediu novas eleições

Já o ainda Primeiro-Ministro em funções, Pedro Passos Coelho estreou uma nova linha discursiva, pedindo uma revisão constitucional extraordinária para que se possam convocar novas eleições. O líder do PSD disse que se a frente de esquerda “não quer governar como golpistas” deve aceitar novo acto eleitoral, dizendo que o PSD e o CDS “assumem os resultados que os portugueses quiserem impor”.

Pedro Passos Coelho criticou ainda a estratégia do PS para as finanças do país, dizendo em tom irónico que “então querem aumentar a despesa e baixar o défice, é para isto que andam a tirar doutoramentos?”, disse debaixo de forte aplauso da sala. Passos Coelho deixou ainda as responsabilidades sobre o futuro para António Costa afirmando que “se preferirem Governar como quem assalta o poder, então não têm legitimidade para nos pedir seja o que fora. Têm que se bastar a si próprios”.

Descomplicador:

Nuno Melo abriu hoje a sessão de “Portugal: Caminhos para o Futuro”, recordando que nas eleições primárias António Costa “se apresentou como candidato a Primeiro-Ministro e afinal agora já são os deputados eleitos que interessam”. Por outro lado, Passos Coelho pediu novas eleições para a esquerda “não governar como golpistas”.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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