Mariana Mortágua preferia um só acordo à esquerda

Mariana MortáguaMariana Mortágua confessou que preferia que o entendimento entre os partidos de esquerda tivesse como conclusão um acordos único entre os quatro partidos. No entanto, não é por esse motivo que a solução encontrada não oferece garantias aos portugueses. A deputada bloquista assegura mesmo que “qualquer pessoa que leia este acordo pode ficar descansada”.

Numa entrevista ao jornal “Público” disponível na edição desta sexta-feira, Mariana Mortágua revelou que um dos apelos que mais ouviu ao longo da campanha eleitoral era o pedido para que os partidos de esquerda se entendessem. Era uma “grande preocupação das pessoas de esquerda”. E foi nesse sentido que Bloco de Esquerda e PS negociaram um acordo que permitisse alcançar um entendimento para uma governação alternativa àquela oferecida pela coligação PàF. “Houve um grande consenso sobre o que se pretendia com este acordo” e esse fator ajudou a que as conversações chegassem a bom porto. O que uniu os vários partidos não foi a vontade de “derrubar a direita”, “ao contrário do que muitos dizem”, garante a deputada.

O Bloco de Esquerda conseguiu um acordo com o PS, assim como PCP e “Os Verdes”, que permite garantir um apoio parlamentar maioritário de um Governo socialista. No entanto, nenhum dos partidos irá integrar o novo Executivo. Questionada sobre a razão que levou o BE a não formar parte do Governo, Mariana Mortágua afirma que quilo que “permite um acordo com estas características, mas não permite uma coligação de Governo” deve-se às diferenças existentes entre ambos os partidos. A deputada deu como exemplo “as questões europeias, do Tratado Orçamental” e “da dívida”.

O papel que Cavaco Silva irá desempenhar nos próximos dias foi outro dos temas abordados nesta entrevista. Relativamente à decisão que o Presidente da República terá de tomar depois de a Assembleia da República ter sido dissolvida, Mariana Mortágua espera que Cavaco Silva indigite António Costa como primeiro-ministro. Qualquer outra solução, considera, seria “um desrespeito demasiado visível, até escabroso, pela maioria parlamentar”.

Descomplicador:

Em entrevista ao jornal”Público”, Mariana Mortágua afirmou que preferia que o entendimento dos partidos de esquerda tivesse sido selado com um documento único. No entanto, a deputada do Bloco de Esquerda assegura que o acordo alcançado é sólido e permite que as pessoas fiquem descansadas. Sobre a decisão que Cavaco Silva vai tomar, Mariana Mortágua não espera outra coisa que não seja a indigitação de António Costa como primeiro-ministro.

Publicado por: José Pedro Mozos

23 anos, natural de Lisboa. Aos dezasseis anos percebeu que a sua vocação era o jornalismo. Licenciado em jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós graduado em Jornalismo Multiplataforma pela FCSH - Universidade Nova de Lisboa. Entre março de 2016 e junho de 2017 passou pela SIC Notícias. Faz parte da editoria de política da Revista VISÃO desde julho de 2017. Acredita no jornalismo como sendo um dos pilares de qualquer democracia. Atualmente, faz parte do Conselho Editorial do Panorama.

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