25 de Novembro não terá celebração no Parlamento

Parlamento Assembleia da RepublicaEstava marcada para esta quinta-feira uma reunião que tinha como objetivo a análise e decisão sobre que tipo de cerimónia faria o parlamento para comemorar o 25 de Novembro. Os partidos de esquerda faltaram à reunião e como tal não haverá qualquer ato comemorativo para assinalar os 40 anos dessa data.

Jorge Lacão, vice-presidente da Assembleia da República, confirmou que os grupos parlamentares dos partidos de esquerda não mostraram interesse na iniciativa e não indicaram nenhum membro para participar na reunião. Como tal, nem sequer “chegou a haver reunião”, confirmou Lacão.

Esta situação impede assim que haja qualquer celebração institucional para comemorar a data mas não inibe os partidos de assinalarem os 40 anos do 25 de Novembro com cerimónias de iniciativa partidária. O facto de PS, BE, PCP e PEV terem faltado à reunião foi visto por muitos como uma maneira de fugir ao eventual desentendimento entre os partidos nesta matéria. Se houve desentendimento ou não, por enquanto, é mera especulação. No entanto, o afastamento entre os partidos de esquerda e os partidos de direita, esse, continua a crescer.

Recorde-se que já era presumível que este tema não tivesse o apoio dos partidos de esquerda no Parlamento e que esta iniciativa lançada esta terça-feira por PSD e CDS-PP acabaria por ser chumbada. A ideia dos partidos de direita ficou expressa numa carta enviada a Ferro Rodrigues, presidente da Assembleia da República, onde se propunha a comemoração do 25 de Novembro “com uma conferência ou sessão”.

Descomplicador:

O parlamento não vai assinalar os 40 anos do 25 de Novembro com nenhuma cerimónia. A proposta de CDS-PP e PSD não encontrou apoio nos partidos de esquerda, que nem sequer compareceram à reunião que tinha como objetivo discutir esta temática, e caiu assim por terra. Os partidos podem, no entanto, celebrar a data com comemorações de iniciativa partidária.

Publicado por: José Pedro Mozos

23 anos, natural de Lisboa. Aos dezasseis anos percebeu que a sua vocação era o jornalismo. Licenciado em jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós graduado em Jornalismo Multiplataforma pela FCSH – Universidade Nova de Lisboa. Entre março de 2016 e junho de 2017 passou pela SIC Notícias. Faz parte da editoria de política da Revista VISÃO desde julho de 2017. Acredita no jornalismo como sendo um dos pilares de qualquer democracia. Atualmente, faz parte do Conselho Editorial do Panorama.

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