Empresas deixam Catalunha com instabilidade da independência

A instabilidade da busca pela independência da Catalunha está a levar centenas de empresários a deslocalizarem as suas empresas para outras regiões de Espanha. O El Pais anunciou já que perto de 700 empresas deixaram a Catalunha enquanto o futuro não for claro na região. O facto da Generalitat, o parlamento regional, demorar a escolher o seu líder também não está a ajudar.

Artur MasNo dia 9 de Novembro os partidos independentistas aprovaram o inicio do processo de ruptura com Espanha no parlamento regional. A par da aprovação do inicio do processo de independência, que Mariano Rajoy tem tentado bloquear, o Generalitat, o parlamento regional está a demorar no que toca a escolher o seu líder, com a eleição de Artur Mas a ter falhado já um par de vezes.

O Juntos pel Si e o CUP ainda não chegaram a entendimento, falhando Artur Mas a liderança do parlamento da Catalunha como é seu objectivo, o que contribuiu ainda mais para o clima de instabilidade na região. Segundo o El Pais, 683 empresas saíram já do território catalão.

Destas quase 700 empresas, 300 mudaram a sua sede para Madrid. As associações empresariais avisaram já que “a insegurança jurídica e a incerteza empresarial [agora criadas] são altamente prejudiciais ao fortalecimento da economia catalã, à criação de riqueza e emprego”.

A saídas destas 683 empresas representa já perdas no valor de 1,5 mil milhões de euros, alguns deles que “voam” directamente para a capital espanhola, Madrid. A cadeia Derby Hotels, a multinacional Suez ou o gigante agroalimentar Valls Companys são algumas das maiores empresas que deixaram a Catalunha nos últimos tempos, evitando cenários de instabilidade.

Descomplicador:

Perto de 700 empresas deixaram nos últimos tempos a região da Catalunha, devido à instabilidade que se tem feito sentir na região por causa do processo de independência. O facto de o parlamento regional ainda não ter chegado a acordo para eleger o seu líder contribuiu também para este cenário de instabilidade. As perdas são já superiores a 1,5 mil milhões de euros.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *