David Cameron: só falta o Parlamento aceitar

François Hollande começou ontem a intensa agenda de encontros diplomáticos destinados a formar uma coligação mundial para destruir o Daesh. A primeira reunião foi com o líder de Inglaterra, rival histórico que poderá ser agora um importante aliado, David Cameron.

O primeiro-ministro britânico mostrou-se solidário com França falando num perigo que nos afecta a todos. Cameron visitou com Hollande o Bataclan antes da conferência conjunta em que o homem forte do parlamento britânico falou numa maior necessidade de envolvimento nos ataques ao auto proclamado Estado Islâmico, um pouco à semelhança do que acontece no Iraque.

David CameronO Reino Unido anunciou ter cedido a base aérea britânica no Chipre à França, para que esta tenha um ponto estratégico mais próximo da Síria, e de ter anunciado um aumento de 17 mil milhões no Orçamento para a Defesa, que no global terá um orçamento superior a 250 mil milhões de euros – como não se pode tirar sem por, David Cameron, anunciou também que haverá vários despedimentos de funcionários (um corte de 30% em pessoal) nesse mesmo Ministério.

Apesar da posição assumidamente solidária a decisão de entrar numa aliança internacional e de intensificar os ataques aéreos à Síria não depende unicamente do primeiro-ministro britânico. A decisão irá ser apresentada na Câmara dos Comuns, o parlamento inglês, e daí sairá a decisão final. A história recente não é muito favorável, uma vez que em 2013 o Parlamento chumbou a intenção de Cameron em bombardear as tropas do presidente sírio Bashar al-Assad.

A solução antevê-se que seja positiva, mas ainda não se sabe. A proposta será apresentada até ao fim desta semana, diz o líder do governo britânico. Este poderá ser assim o primeiro membro de uma larga aliança internacional contra o terrorismo do Estado Islâmico.

Descomplicador:

Hollande recebeu ontem David Cameron com vista a integrar o Reino Unido na Coligação Internacional que a Fança pretende construir para lutar o Estado Islâmico. O primeiro-ministro britânico mostrou-se solidário e cedeu, desde logo, uma base aérea no Chipre e aumentou em 17 mil milhões o orçamento do Ministério da Defesa do seu país. Contudo a decisão não é unicamente do chefe do governo britânico uma vez que a decisão final é ditada pela Câmara dos Comuns, o equivalente ao nosso parlamento.

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Publicado por: Tomás Gomes

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