Garcia Pereira deixa PCTP. Arnaldo Matos acusa advogado de “liquidar” o partido

O histórico dirigente do PCTP/MRPP, António Garcia Pereira apresentou no passado dia 18 de Novembro a sua demissão do partido, na sequência de “uma série de ataques pessoais”. Arnaldo Matos tem liderado a ofensiva a Garcia Pereira, acusando o dirigente que foi suspenso de ter “como objectivo liquidar o PCTP nos campos teórico, ideológico, político e organizativo”.

Garcia PereiraGarcia Pereira considera que a demissão é a “única alternativa com um mínimo de dignidade”, acrescentando no entanto que sai com “a firme convicção de que a História não nos deixará de julgar a todos”, justificando a saída com “permanentes ataques pessoais e imputações infamantes de toda a ordem, sem qualquer possibilidade de debate”, que são publicados no jornal do partido, a Luta Popular.

No dia 14 de Outubro, o PCTP/MRPP suspendeu o secretário-geral do partido, Luis Franco, e outros quatro membros por serem considerados os principais culpados pela derrota eleitoral do partido nas eleições legislativas de 4 de Outubro.

Luta Popular expõe fragilidades do partido

Desde as eleições legislativas que a Luta Popular online, o jornal do PCTP/MRPP tem exposto no site um conjunto de correspondências e de artigos de opinião que têm vindo a criticar a liderança de Garcia Pereira. A última das polémicas está relacionada com a venda da sede do partido em Alcântara.

Segundo um artigo assinado por Arnaldo Matos, “o partido contratou um técnico oficial de contas, a quem pagou e paga 14 mil euros por ano, e as coimas não só não desapareceram como são cada vez maiores”, denunciando ainda que “Domingos Bulhão, actualmente suspenso do Comité Permanente do Comité Central, desapareceu sem apresentar o relatório das despesas da última campanha”.

Com este alegado “desaparecimento”, Arnaldo Matos diz ainda que não se sabe “o que foi feito do dinheiro das subvenções financeiras recebidas do Estado este ano, até ao fim de Outubro (cerca de 150 mil euros), dos 40 mil (48 mil com juros) euros do empréstimo bancário contratado pelo Comité Permanente (suspenso) do Comité Central e dos 40 mil euros de dívidas deixadas por pagar”.

Descomplicador:

Garcia Pereira pediu a sua demissão do PCTP/MRPP, partido que liderou nos últimos anos. O advogado encontrava-se suspenso devido aos maus resultados das últimas eleições legislativas e afirmou agora que esta era a “única saída com dignidade”. Arnaldo Matos tem lançado no jornal do partido, diversas criticas à actuação de Garcia Pereira.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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