Grupo angolano está a reavaliar investimentos e estrutura dos jornais SOL e i

O grupo de capital angolano Newshold, de Álvaro Sobrinho – antigo diretor do BES e do BES Angola -, está a reavaliar os investimentos que tem na área dos media em Portugal e vai decidir amanhã o futuro dos jornais SOL e i, em assembleia geral de acionistas e em reunião com as administrações das várias empresas do grupo.

Alvaro SobrinhoNa mesa estão várias hipóteses: a fusão das redações dos dois jornais, a manutenção de apenas um dos títulos ou a criação de um novo projeto que substitua os dois. Até se avança mesmo a possibilidade de o grupo vender ou trocar as ações que tem investidas nos jornais. Se a fusão do SOL e do i avançar, esta mudança pode implicar cortes nas atuais equipas de redatores, cujas fichas técnicas apresentam, atualmente, um número conjunto de mais de cem profissionais, entre jornalistas, fotógrafos, gráficos ou secretariado, além dos serviços de marketing, comercial, financeiro ou administrativo (já parcialmente partilhados pelos dois projetos). O jornal Expresso revelou que este processo já deu origem a contactos com diretores de várias áreas do universo de media da Newshold, para começar a negociar saídas dos quadros da empresa.

Se decidirem manter a sua aposta na área dos media em Portugal, os acionistas da Newshold querem reduzir custos e tornar mais sustentável a operação de uma área de negócio que apresenta um resultado negativo conjunto na ordem dos 8 milhões de euros. No ano passado, o SOL gerou um prejuízo de 4,4 milhões de euros e o i um resultado negativo de 3,8 milhões. Nos primeiros oito meses deste ano, o semanário apresentou uma média de circulação paga de 20 mil exemplares por edição, o que representou uma quebra homóloga de 7,7%, e o diário registou uma média de circulação paga de cerca de 4500 exemplares por dia, o que traduz um ganho homólogo de 12,4%.

Para além da assembleia geral desta sexta-feira, está também marcado um plenário de trabalhadores de todas as empresas de media do grupo, para a próxima segunda-feira, na redação do jornal SOL. Só aí vão ser comunicadas oficialmente todas as decisões tomadas pelos acionistas.

O administrador executivo da Newshold, Mário Ramires, recusou comentar o assunto e remeteu para a próxima semana as explicações sobre a reestruturação em curso na empresa.

Descomplicador:

A empresa angolana Newshold, que opera na área dos media em Portugal, está a repensar os investimentos que tem nos jornais SOL e i e a reavaliar a estrutura dos dois jornais. Há a hipótese de fusão das duas redações, a manutenção de apenas um dos títulos ou a criação de um novo projeto que substitua os dois. Avança-se mesmo a possibilidade de a Newshold vender ou trocar as ações que tem investidas nestes meios de comunicação. As decisões oficiais sobre este processo tomadas pelos acionistas da Newshold só vão ser comunicadas na próxima segunda-feira, depois de um plenário de trabalhadores das empresas do grupo, na redação do jornal SOL.

 

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Publicado por: Rita Fernandes

Finalista do curso de jornalismo na Escola Superior de Comunicação, tem 20 anos e é natural de Lisboa. Não vive sem livros. Também redatora no site Espalha-Factos.

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