A Academia de Lisboa está a mudar!

Na passada quarta-feira, a academia de Lisboa juntou-se para celebrar o primeiro aniversário da Federação Académica de Lisboa. No entanto, transversalmente, a pergunta que se pretendia ver respondida nesse dia era clara: ao fim de um ano, o que mudou?

A resposta é clara. Este primeiro aniversário assinalou um ano história e de histórias. A história de uma estrutura federativa, que graças ao trabalho das suas associações e da sua capacidade de coordenação, diálogo e união tem assumido um preponderante papel a nível regional e nacional.

Federação Académica de Lisboa

A Federação Académica de Lisboa é, passados 365 dias da sua fundação, um viveiro de ideias, projetos e soluções, para o Ensino Superior, para a Ciência e para a comunidade estudantil. Uma estrutura inovadora pelo seu projeto e que tem como desafio renovar‐se permanentemente. Uma estrutura que, conceptualmente, optou pela aprendizagem permanente, pela valorização das associações que a constituem e pela inovação no escrutínio de matéria de política educativa.

Ao longo deste primeiro ano demos voz à academia de Lisboa, posicionando a Federação Académica de Lisboa como agente fundamental do movimento associativo nacional e, indubitavelmente, como a estrutura politicamente mais ativa da cidade, contribuindo de forma sustentada e sustentável para a defesa dos direitos dos cerca de cinquenta mil estudantes que representamos.

Ao longo dos últimos trezentos e sessenta e cinco dias, escrutinámos quotidianamente as matérias fundamentais do quotidiano estudantil. Priorizámos o combate ao abandono escolar, produzimos matéria para a concretização de um sistema de Ação Social adequado às reais necessidades dos estudantes, pensámos a rede de Ensino Superior e atacámos o subfinanciamento das Instituições de Ensino Superior.

Também soubemos inovar. Recuperámos a Ciência para o centro da agenda do movimento associativo, direcionando esforços para que o Concurso de Bolsas de Doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia fosse o espelho da valorização da ciência e do conhecimento científico em Portugal. Criticámos, com propostas sustentadas, o processo de avaliação das unidades de investigação e desenvolvimento levado a cabo em 2013 e solicitámos a introdução de um modelo de Ensino-Investigação no Ensino Superior, proposta que constou dos Programas Eleitorais dos vários partidos políticos no último momento eleitoral.

Universidade de Lisboa

Após um ano o significado de ser parte integrante deste projeto é simples. Integrar este projeto é assumir a responsabilidade de, em nome de algo mais do que os nossos próprios interesses, percorrer uma porção de um caminho que queremos longo, uma longa viagem. É percorrer o nosso percurso o melhor que pudermos, para no fim transmitir o testemunho a outros que, percorrendo o seu percurso, continuem esta longa viagem.

E é nessa viagem que, tal como ao longo dos últimos trezentos e sessenta e cinco dias, prestaremos provas. Provas de que o Ensino Superior e a Ciência são elementos determinantes para o desenvolvimento social e para a consolidação da sociedade do conhecimento que tanto ambicionamos. Provas de que a academia e o movimento associativo são agentes fundamentais para a construção do Ensino Superior que pretendemos. Provas de que, efetivamente, a Academia de Lisboa está a mudar!

Publicado por: André Santos Pereira

Licenciado em Sociologia pelo ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, a frequentar o Mestrado em Sociologia na mesma instituição, co-autor do livro Sociedade em Rede em Portugal: Uma década de transição, investigador, Presidente da Federação Académica de Lisboa e membro do Conselho Geral do ISCTE-IUL

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