Paulo Portas e os novos BFF’s de António Costa

Paulo Portas discursou hoje de manhã na Assembleia da Republica, no segundo dia do debate do Programa de Governo. O líder centrista falou dos novos “BFF’s (Best Friends Forever) de António Costa: Catarina Martins, Jerónimo de Sousa e Heloísa Apolónia”. Entretanto a direita entregou já a moção de rejeição que vai apresentar da parte da tarde.

O líder do CDS, agora de regresso às bancadas do Parlamento não deu descanso a António Costa e logo no cumprimento ao novo Primeiro-Ministro disse “mas não o primeiro-ministro que o povo escolheu”. De seguida acusou o PCP de ter sequestrado o PS.

Paulo PortasDe seguida veio então o soundbyte da manhã: “Estão escolhidos os seus BFF’s (best friends forever), dependendo deles o primeiro-ministro ficará ou cairá. É a vida”, disse o ex-vice-primeiro-ministro de Pedro Passos Coelho, que ria na bancada social-democrata.

O ataque seguinte foi dirigido aos sindicatos, mas sempre com os olhos postos no Partido Comunista. Paulo Portas acusou a CGTP de “utilizar as empresas públicas de transportes para sequestrar políticas legitimamente votadas pelo povo em eleições, para paralisar a economia, organizar greves em cascata e transformar a vida dos cidadãos e das famílias num inferno”.

Sobre as declarações de ontem de Mário Centeno, acerca da saída limpa, Paulo Portas pediu ao Ministro das Finanças para corrigir a afirmação, dizendo ter-se sentido “insultado enquanto português”. Toda a intervenção de Paulo Portas gerou comentários, apartes e até pontapés na madeira das bancadas dos partidos da esquerda.

Moção de rejeição fala em terceiro resgate

A moção de rejeição entregue esta manhã nos serviços da Assembleia da Republica, foi assinada conjuntamente pelo PSD e pelo CDS e num documento de nove páginas acusam o PS de “radicalismo ideológico e desorientação programática”, dizendo que “os partidos moderados do sistema político nacional têm o dever perante os portugueses de se opor a este processo de radicalização em curso que está a tornar Portugal refém de agendas ideológicas sectárias desfasadas da realidade, em que os Portugueses não se revêem”.

Os Grupos Parlamentares reconhecem no texto não ter “maioria absoluta de deputados para fazer aprovar esta moção, pelo que ela adquire valor político de testemunho, clareza e registo para futuro”, acrescentando assim que o PSD e o CDS “em coerência com os seus compromissos eleitorais e com o dever inalienável de representar as aspirações do povo português, na via da moderação, do gradualismo e da sintonia com a Europa, declara a sua oposição à prossecução do caminho apresentado pelo PS, com o apoio do Bloco de Esquerda, do PCP e do PEV neste debate”.

Descomplicador:

Paulo Portas foi hoje o principal responsável pelo ataque ao Governo liderado por António Costa, dizendo que o líder socialista está dependente da vontade do “politburo comunista”, numa intervenção onde disse ainda que Catarina Martins, Jerónimo de Sousa e Heloísa Apolónia são os novos “BFF’s de António Costa”. Entretanto a moção de rejeição da direita alerta para os riscos de um terceiro resgate.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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