Venezuela: vitória categórica da oposição nas legislativas. Fim do Chavismo à vista

Nicolas MaduroPela primeira vez em 17 anos de Chavismo a oposição venezuelana consegue arrebatar o domínio de um dos órgãos mais importantes do país: o parlamento. Neste domingo os eleitores venezuelanos foram chamados às urnas para decidir qual o novo desenho do parlamento. A vitória da oposição foi clara: conquistou 99 dos 167 assentos e ainda faltam atribuir 22. Caso a maioria desses lugares pertençam à oposição, a derrota do Chavismo poderá ser ainda mais estrondos.

Este resultado confirma aquilo que a maioria das sondagens já preconizavam. Nicolás Maduro reconheceu a derrota depois de durante a semana ter apelado a uma “ofensiva total rumo à vitória de dia 6”. O chefe de Estado venezuelano considerou que se tratou apenas de um “triunfo circunstancial da contra-revolução”. As habituais manobras do regime para controlar o resultado eleitoral e evitar que a derrota se confirmasse foram postas em marcha no fim do dia. No entanto, o Partido Socialista Unido acabou mesmo por perder. E com estrondo.

São várias as causas apontadas como determinantes para este resultado se ter confirmado: a ausência do mítico líder Hugo Chávez; a forte crise económica que o país atravessa – a inflação de 200% ao ano é a mais alta do planeta -; e o facto de a oposição, da esquerda à direita, ter concorrido coligada para derrotar o Chavismo.

Este é o primeiro poder que vai deixar de estar sob o controlo do regime, já que os poderes executivo, judicial e militar  continuam nas mãos do partido de Nicolás Maduro, assim como o domínio dos meios de comunicação social. No entanto, esta vitória da oposição é vista como o início do fim do Chavismo. Apesar disso, o direito de veto na posse de Nicolás Maduro pode vir a dificultar a ação da oposição.

Descomplicador:

A oposição do Chavismo venceu de forma clara as eleições legislativas na Venezuela alcançando 99 dos 167 assentos parlamentares. Ainda estão por atribuir 22 lugares, o que pode significar uma derrota ainda maior para o Partido Socialista Unido de Nicolas Maduro, que assumiu a liderança do país e do partido desde a saída de Hugo Chávez.

Publicado por: José Pedro Mozos

23 anos, natural de Lisboa. Aos dezasseis anos percebeu que a sua vocação era o jornalismo. Licenciado em jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós graduado em Jornalismo Multiplataforma pela FCSH – Universidade Nova de Lisboa. Entre março de 2016 e junho de 2017 passou pela SIC Notícias. Faz parte da editoria de política da Revista VISÃO desde julho de 2017. Acredita no jornalismo como sendo um dos pilares de qualquer democracia. Atualmente, faz parte do Conselho Editorial do Panorama.

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