Juventude Popular aguarda clarificação dos candidatos para estabelecer contactos

Com a saída anunciada de Paulo Portas, o presidente da Juventude Popular, Francisco Rodrigues dos Santos, disse ao Panorama que a estrutura “salvaguarda a autonomia face ao partido”, não tendo assim “intenção de se imiscuir sobre as suas decisões internas”, mas aguardando uma clarificação dos candidatos para levar a cabo um conjunto de reuniões para uma tomada de decisão no futuro.

Francisco Rodrigues dos SantosPara já, Francisco Rodrigues dos Santos garantiu que a JP se vai resguardar “das iniciativas de candidatura e esperar que os candidatos formalizem as intenções e falem depois com a Juventude Popular”, mas acrescentando que assim que “o cenário estiver mais claro, a JP tomará uma decisão sobre que apoios entender necessários segundo os eixos centrais daquilo que entende que deve ser o futuro do partido”.

Quanto à saída de Paulo Portas, Francisco Rodrigues dos Santos disse ao Panorama não saber se “este é o momento mais oportuno”, dizendo que tal dependerá “da resposta do partido, da maturidade, do bom senso, da capacidade de diálogo do partido e da estabilidade da futura direcção”. Para Francisco Rodrigues dos Santos, “não há ninguém que esteja investido da legitimidade de contestar, rebater ou refutar aquela que foi designada como uma opção de vida”.

Ainda assim, o presidente da Juventude Popular sabe que não é fácil a transição por se estar a “falar de uma liderança de 16 anos” sendo que actualmente “não é fácil imaginar o CDS sem a imagem de Paulo Portas”, mas ressalva que ainda assim, “ficou bem patente a craveira e os inegáveis méritos dos governantes do partido no decurso da anterior legislatura; em matéria parlamentar, colocando de parte as naturais divergências ideológicas, parece-me consensual na opinião pública que residem na bancada do CDS os melhores tribunos da Assembleia”, pedindo à futura direcção que se afirme “pela diferença” e pedindo um partido “maduro e sólido. Unido mas não uniforme e com elevação”.

Francisco Rodrigues dos Santos entende ainda que “esta é uma oportunidade para o CDS afirmar uma nova liderança, que pugne por novas fronteiras e pela reinvenção da sua matriz, com novo discurso, de um partido aberto mas não vazio, que é coerente, mas não cristalizado, que é solido na ideologia mas não segmentado” e fazer assim com que “o CDS continue a assumir o legado histórico para fazer face aos novos desafios”.

Descomplicador:

Ao Panorama, o presidente da Juventude Popular, Francisco Rodrigues dos Santos diz que “a JP se vai resguardar “das iniciativas de candidatura e esperar que os candidatos formalizem as intenções e falem depois com a Juventude Popular”, mas acrescentando que assim que “o cenário estiver mais claro, a JP tomará uma decisão sobre que apoios entender necessários segundo os eixos centrais daquilo que entende que deve ser o futuro do partido”.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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