LIVRE pensa no futuro e tem autárquicas como próxima etapa

Na sequência das últimas eleições legislativas, e como consequência da não eleição de qualquer deputado para a assembleia da república, o Livre entrou num processo de reestruturação. A grande novidade foi a saída de Rui Tavares. O ex-membro do Bloco de Esquerda abandona o órgão executivo do partido, no entanto, continua na coordenação da assembleia do Livre.

Em declarações ao Panorama, Jorge Pinto, que foi reeleito para este segundo Grupo de Contacto, reafirma a vontade do Livre de continuar a participar ativamente no panorama político nacional : “o projeto político do Livre continua a fazer sentido” garante.

LivreApós o ato eleitoral do passado dia 4 de Outubro, e fruto da pesada derrota eleitoral, o Livre/Tempo de Avançar não conseguiu recolher qualquer apoio governamental – os 39 mil votos conseguidos ficaram longe dos 50 mil necessários para apoios estatais. Neste sentido, e com o objetivo de pagar as dívidas contraídas para o financiamento da campanha eleitoral, Jorge Pinto afirma que “mais de 2/3 das obrigações contraídas pelo Livre já estão pagas, mesmo antes dos prazos terminarem” ficando apenas a faltar “o pagamento a um grande fornecedor, mas cujo prazo ainda não terminou”. Ainda assim, é objectivo da coordenação do partido liquidar todas as obrigações por forma a prosseguir a actividade “praticamente sem obrigações por pagar, o que, tendo em conta as dívidas dos partidos portugueses, seria verdadeiramente inédito”.

Relativamente às eleições autárquicas, que decorrerão dentro de dois anos, fica claro que “as autárquicas serão um grande desafio” para a recém-eleita direcção do partido. O Livre, que “defende a regionalização e a descentralização como forma de aproximar a governação dos cidadãos”, afirma ainda que não vai estar presente em todos os concelhos, mas ainda assim não deixará de “estar presente em Lisboa e Porto, mas também em bastantes outras cidades portuguesas”, optando pela qualidade das candidaturas em detrimento da presença no maior número de concelhos possíveis.

Livre Comício Tempo de AvançarDevido à dimensão do partido, o Livre está também “em alguns concelhos aberto a apoiar movimentos de cidadãos ou concorrer coligados com outros partidos”, disponibilizando-se assim para várias soluções “desde que construídas em torno de propostas concretas para a melhoria da vida dos cidadãos”.

Para já, o Livre declarou o seu apoio a Sampaio da Nóvoa para as eleições presidenciais e Jorge Pinto diz ao Panorama que “continuam a chegar pedidos de filiação, e há muitas pessoas que chegaram apenas após as legislativas”, recordando que “o Livre é o único partido de esquerda libertária em Portugal e o único que é europeísta sem qualquer tipo de complexos”, defendendo assim “mudanças profundas na Europa no sentido do aprofundamento da democracia e o aumento da solidariedade entre os Estados-membros” e que por isso continuará assim “a aprofundar o debate em torno de questões prementes na vida das pessoas”.

Descomplicador:

Rui Tavares abandona o órgão executivo do partido, mas mantêm-se na coordenação da assembleia do Livre. Jorge Pinto, em declarações ao Panorama, afirma que “mais de 2/3 das obrigações contraídas pelo Livre já estão pagas”. As autárquicas são o próximo grande desafio para um dos mais recentes partidos da democracia portuguesa que pretende apostar nos “activismos locais”.

 

xksxja@pwrby.com'
Publicado por: Duarte Pereira da Silva

20 anos, natural de Lisboa mas “radicado” no Algarve desde cedo. Estudante de Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social. Colabora com o site desportivo “Bola na Rede”.

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