Nuno Melo e Adolfo Mesquita Nunes apontam caminhos para o CDS

A pouco mais de 24h do Conselho Nacional que vai definir os regulamentos e os regimentos para o congresso do CDS que vai decidir a sucessão de Paulo Portas, Nuno Melo e Adolfo Mesquita Nunes, dois elementos da Comissão Politica Nacional do Partido apontam mais um conjunto de ideias sobre o futuro do partido. Nuno Melo é actualmente o nome mais referido como candidato à liderança dos centristas.

Nuno MeloNum artigo de opinião para o Jornal de Noticias, Nuno Melo salientou que “o CDS tem ideologia, bases e quadros” e que “dispõe de um grupo parlamentar feito de talento”, para além de ter reforçado “a representação autárquica ao longo dos últimos anos. E historicamente ocupa no espaço político do centro-direita, por esforço próprio, uma relevância que em governos, como na oposição, nenhum outro partido foi capaz de substituir”.

O eurodeputado centrista que deverá tomar uma decisão sobre a sua candidatura durante os próximos dias, disse ainda que “o CDS não é um partido de um homem só”, enunciando um conjunto de altos dirigentes do partido que na opinião de Nuno Melo garantem um futuro risonho ao partido. Nuno Melo conclui assim afirmando que “o CDS é uma escola de políticos que se notabilizaram durante a liderança de Paulo Portas e para além dela. Desde 1976 que assim sucede. Como desde 1976 algum comentário político antecipa que o fim do partido chegou”.

Adolfo Mesquita Nunes quer que o CDS evite o “portismo desnatado”

Adolfo Mesquita NunesEntretanto também num artigo de opinião, para a revista Visão, Adolfo Mesquita Nunes, ex-Secretário de Estado do Turismo e membro da Comissão Politica Nacional do CDS pede ao partido que evite um “portismo desnatado” e que evite também “uma liderança apostada em preservar em vez de reformar, em atestar pureza em vez de se abrir à diversidade”.

Adolfo Mesquita Nunes pede assim que o CDS faça um “reformismo sensato” e que deixe de “responder à esquerda com ameaças de PREC ou tiradas sobre o 25 de Novembro”, pedindo ainda que os centristas deixem de ser o partido “mascote que entra em pirraça com o Bloco de Esquerda”.

Pedindo ao CDS que seja uma voz de “sensatez” no meio do “desvario ideológico” do Parlamento actual, Mesquita Nunes vai ainda mais longe e pede que o partido se abra “a todos os que nunca fizeram política” e que aproveite a “seu favor o fim da lógica do voto útil no PS, conclusão que se pode tirar do recente entendimento à esquerda”.

Descomplicador:

Nuno Melo e Adolfo Mesquita Nunes escreveram hoje artigos de opinião onde defendem um conjunto de opiniões para o futuro do partido. Adolfo Mesquita Nunes pede “sensatez” ao partido e que evite um “portismo desnatado” e “responder à esquerda com ameaças de PREC ou tiradas sobre o 25 de Novembro”.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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