Marcelo a Presidente, evidentemente

As presidenciais estão a marcar a agenda política e, dos debates, parece ficar a ideia de que existe um candidato anti-austeridade e o candidato pró-austeridade. Não fosse a mera enunciação desta ideia já por si ridícula e teria a necessidade de dizer o óbvio: se a austeridade fosse uma opção e não uma inevitabilidade o Partido Socialista não teria vinculado o país a um pesado pacote de austeridade em 2011 quando assinou o memorando com a Troika. Ou seja, o candidato Sampaio da Nóvoa sempre que apregoa essa ideia de que é contra a austeridade mais não faz do que proferir em seguida um conjunto de banalidades que são próprias de quem nunca teve responsabilidades e que, felizmente, auguro que não chegue a ter.

Marcelo Rebelo de SousaA isto há ainda a somar a tentativa desesperada de Sampaio da Nóvoa de colar Marcelo Rebelo de Sousa a Pedro Passos Coelho e ao Governo dos últimos 4 anos. Ora há uma evidência que Sampaio da Nóvoa não devia ignorar: milhões de portugueses ouviram Marcelo Rebelo de Sousa criticar não raras vezes medidas implementadas pelo Governo liderado por PSD e CDS-PP, umas vezes com razão outras sem ela, mas sempre de acordo com aquelas que eram as suas convicções. Por esta razão se torna risível ouvir o candidato Nóvoa tentar convencer-nos de uma coisa que todos sabemos não ser verdade.

Aliás, caso viéssemos a ter Nóvoa como Presidente – uma vez que ele se assume como o candidato do “tempo novo”, seria um presidente de apenas uma parte do país e completamente refém desta solução governativa e de nenhuma outra.

Do outro lado, o candidato Marcelo Rebelo de Sousa demonstra ter uma abrangência de pensamento e de postura que contrasta bem com Nóvoa. Aliás, algumas das críticas que lhe têm sido dirigidas por setores mais à direita da sociedade portuguesa decorrem exatamente dessa sua centralidade na política portuguesa que, estou certa, o tornará no próximo Presidente da República. Marcelo Rebelo de Sousa não será o presidente de uns, será certamente o presidente de todos. A esse propósito importa recordar que estas eleições não são de caráter partidário. E não confundamos os apoios partidários dados a um candidato com certos candidatos que são meras caixas de ressonância dos seus partidos. Eu não confundo. E estou certa de que os portugueses também não confundirão.

Publicado por: Margarida Balseiro Lopes

Deputada eleita pelo PSD. Licenciada e Mestre em Direito e Secretária-Geral da Juventude Social Democrata

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