JSD defende voto em Marcelo. JP pouco comprometida com o acto eleitoral

A Juventude Social Democrata e a Juventude Popular têm atitudes diferentes na forma como estão a enfrentar estas eleições presidenciais. A JSD segue a indicação do partido e as duas maiores figuras defenderam já o voto no professor universitário em crónicas para o Panorama, enquanto a Juventude Popular dará liberdade de voto, não tomando posição por se encontrar em mudança de direcção no momento em que o partido tomou essa decisão.

Juventude Social Democrata JSDA Juventude Social Democrata seguiu a indicação de voto do PSD no que toca à recomendação de voto em Marcelo Rebelo de Sousa, tendo aliás os membros da JSD aprovado essa recomendação no Conselho Nacional do partido. Entretanto, ao Panorama, o presidente da estrutura, Cristóvão Simão Ribeiro e a Secretária-Geral, Margarida Balseiro Lopes também defendeu o voto no professor universitário.

Cristóvão Simão Ribeiro defendeu em crónica para o Panorama que “para além de ser o único candidato que têm o percurso de vida e a preparação adequada para o cargo, o Professor Marcelo Rebelo de Sousa é o único a quem já se viu essa postura de estado”. O presidente da Juventude Social Democrata diz ainda que “gostava que o Prof. Marcelo tivesse sido menos crítico do anterior governo no seu comentário televisivo”, mas que esse tom crítico é “a maior prova de que no dia 24 de janeiro vou votar num homem livre, para quem Portugal estará sempre em primeiro lugar”.

Já Margarida Balseiro Lopes, Secretária-Geral da estrutura diz no seu artigo de opinião, também publicado no Panorama que “Marcelo Rebelo de Sousa demonstra ter uma abrangência de pensamento e de postura que contrasta bem com Nóvoa”, acrescentando ainda que “algumas das críticas que lhe têm sido dirigidas por setores mais à direita da sociedade portuguesa decorrem exatamente dessa sua centralidade na política portuguesa que, estou certa, o tornará no próximo Presidente da República”. A também deputada social-democrata pede ainda que “não confundamos os apoios partidários dados a um candidato com certos candidatos que são meras caixas de ressonância dos seus partidos”.

Juventude Popular dá liberdade de voto

Juventude PopularJá a Juventude Popular dará liberdade de voto aos seus militantes nas eleições presidenciais de 24 de Janeiro e não tomará qualquer posição pública sobre o acto eleitoral. Apesar de os conselheiros nacionais da Juventude Popular no CDS terem votado favoravelmente a recomendação de voto no professor universitário, tal aconteceu no mandato de Miguel Pires da Silva, tendo sido entretanto eleita uma nova Comissão Politica Nacional.

Francisco Rodrigues dos Santos, novo presidente da Juventude Popular esclarece assim que a nova estrutura “não teve tempo para convocar um Conselho Nacional para debater a questão” e que por isso “dará liberdade de voto” aos seus militantes, tendo em conta que essa foi “uma questão que não foi suscitada no nosso mandato”, acrescentando que a estrutura está “conivente relativamente à posição do partido, deixada clara pelo anterior presidente”.

Descomplicador:

A JSD e a JP aprovaram nos Conselhos Nacionais do PSD e do CDS a recomendação de voto em Marcelo Rebelo de Sousa. Ainda assim as figuras maiores da JSD defendem o voto no professor universitário, enquanto a Juventude Popular não se compromete por ter sido uma questão “tratada no mandato anterior”, dando assim liberdade de voto aos militantes.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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