Paulo Morais entregou documento apenas 10 anos depois de deixar a Câmara do Porto

O candidato presidencial Paulo Morais entregou a sua declaração de rendimento de cessação de funções na Câmara Municipal do Porto apenas dez anos após ter deixado o cargo, ou seja, dias depois de ter anunciado a sua intenção de se candidatar a Presidente da Republica. Nas declarações entregues pelos candidatos presidenciais, Cândido Ferreira é o candidato com o maior “pé de meia”.

Paulo MoraisPaulo Morais que tem o combate à corrupção como maior bandeira da sua campanha à Presidência da Republica entregou uma declaração de rendimentos “opaca” segundo o jornal Público. Paulo Morais declarou que é herdeiro de dois prédios rústicos, em Sintra e Monção, para além de ser ainda proprietário de uma fracção de um prédio urbano em Viana do Castelo.

Ainda assim, dos dois prédios rústicos, Paulo Morais não indicou a natureza e situação, bem como a descrição sumária, algo que é obrigatório por lei. O que também é obrigatória e só dez anos depois foi cumprido por Paulo Morais foi a entrega da declaração de rendimentos de cessação de funções na autarquia do Porto, após o primeiro mandato de Rui Rio, isto para além da declaração de inicio de funções em 2002 ter sido entregue já fora do prazo.

Em 2014, Paulo Morais declarou ainda rendimentos na ordem dos 57.549 euros. Ainda assim nesta rubrica o campeão é Marcelo Rebelo de Sousa, que declarou 385 mil euros brutos durante o ano de 2014. A eurodeputada Marisa Matias declarou o seu ordenado anual como eurodeputada e Maria de Belém declarou 60600 euros de rendimento anual. Vitorino Silva, conhecido como Tino de Rans, declarou rendimentos na ordem dos 17 mil euros, a que se somam 278 de rendimentos comerciais de 1440 euros de rendimentos prediais, isto tudo valores anuais.

Cândido Ferreira é o candidato com maior “pé de meia”

Cândido FerreiraAinda assim o candidato presidencial com maior “pé de meia” é Cândido Ferreira. O ex-presidente da distrital de Leiria do PS declarou perto de três milhões de euros em aplicações, para além de 15 imóveis de valor superior a dois milhões de euros. Cândido Ferreira declarou ainda acções do Benfica, 50% da empresa Pombalideal e acções na Carvalhal da Urra.

Henrique Neto, empresário, foi assim relegado para segundo lugar, tendo 1.3 milhões de euros distribuídos por diversos bancos, tendo ainda 15 imóveis, para além de um carro e um barco. Marcelo Rebelo de Sousa declarou “apenas” 384 mil euros em poupanças, um valor que vem no seguimento do que declarava enquanto Conselheiro de Estado.

Maria de Belém declarou sobretudo imóveis para além de 50% de uma consultora que mantém com o marido. Edgar Silva, que deixou o sacerdócio há 20 anos não declarou outro património para além do seu rendimento anual como deputado na Assembleia Regional da Madeira.

Descomplicador:

Os candidatos presidenciais entregaram já as declarações de rendimentos. O candidato anti-corrupção, Paulo Morais não especificou tudo o que é pedido pela lei, enquanto Cândido Ferreira é o candidato com maior “pé de meia” no que toca a poupanças.

 

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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