Juventude Popular critica “ataque à liberdade de educação”

A Juventude Popular criticou em comunicado os “ataques” do governo liderado por António Costa à liberdade de educação, especialmente depois do fim da Bolsa de Contratação de Professores, que passa agora a estar centralizada no estado, impedindo a escola de definir os critérios próprios para a contratação de pessoal docente.

Assim, a estrutura de juventude próxima do CDS começa por dizer que “o Ministério ressuscita a velha Reserva de Recrutamento, centralizando nos seus burocratas o processo de contratação”, criticando assim a falta de autonomia das escolas na contratação dos professores.

Juventude Popular JPA JP admite os problemas passados com a Bolsa de Contratação, mas que “foram sendo mitigados” e que tais problemas não podem servir de  “bode expiatório” à extinção por decreto da autonomia das escolas na contratação do seu corpo docente”.

A estrutura liderada por Francisco Rodrigues dos Santos acusa assim o Ministério da Educação de ser “esteira do cativeiro sindical”, revestindo-se de “um carácter estritamente ideológico, que colide frontalmente com três pressupostos fundamentais da escola pública livre: a subsidiariedade, a autonomia e a liberdade de escolha”.

A Juventude Popular diz assim em nota difundida à imprensa que o “acesso a um ensino de qualidade não obriga o estado a prestá-lo directamente, nem a assumir-se como gestor todo-poderoso”, acrescentando que “a invenção de uma identidade própria de cada escola possibilita um ambiente de criatividade, de inovação e de diferenciação, que elevam a qualidade do ensino na óptica dos seus destinatários”.

Aliás a ideia de que “no país que queremos, a realização e o sucesso escolares não podem ser determinados pelo código postal”, tem vindo a ser repetida pela estrutura desde a eleição de Francisco Rodrigues dos Santos no Congresso da JP realizado em Peniche, sendo que o sector da educação tem sido um dos que mais atenção tem recebido por parte da estrutura.

Para concluir a Juventude Popular regista com “apreensão” que “entre os sindicatos e os alunos, o Governo escolhe o “playback” da cassete dos sindicatos”.

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Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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