Investimento em vistos gold caiu para metade em 2015

Os investimentos realizados em Portugal para a obtenção de vistos gold caiu para metade segundo os dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), durante o ano de 2015. Durante o ano transacto foram investidos 446 milhões de euros, a maio parte desta fatia foi direccionada para o mercado do imobiliário.

SEFEsta quebra representa 49% face ao ano de 2014, onde foram investidos mais de 921 milhões de euros. O escândalo que rebentou no seio do SEF e que resultou na demissão de Miguel Macedo, que desempenhava as funções de Ministro da Administração Interna, gerou uma revisão nas regras que ficaram mais apertadas.

Em 2015, dos 446 milhões de euros investidos a maioria foi para aquisição de bens imobiliários, que continua a representar a grande fatia de atribuição de Autorização de Residência para actividades de Investimento (ARI). Quanto aos vistos atribuídos pela transferência de capital, também se verificou uma redução dos 80 milhões para os 48 milhões registados em 2015.

O valor absoluto de atribuição de vistos gold também reduziu praticamente para metade, tendo em 2014 sido atribuídos mais de 1500 vistos, valor que em 2015 reduziu para 766. Destes 766 vistos, 719 resultaram da compra de imóveis, 46 pela transferência de capitais e um pela criação de, pelo menos, 10 postos de trabalho. 2014 continua a ser o melhor ano de sempre no que toca à atribuição destas autorizações excepcionais de residência.

Desde Outubro de 2012, altura em que a medida foi aplicada, tendo sido uma das “bandeiras” do CDS de Paulo Portas, até 2015, foram atribuídas 2.788 ARI, totalizando um investimento de 1.693 milhões de euros. Os vistos gold estavam em crescimento até ter rebentado a “Operação Labirinto”, que envolveu altos responsáveis do estado.

Descomplicador:

O investimento para atribuição de vistos gold reduziu praticamente para metade durante o ano de 2015 face ao ano de 2014. A atribuição destas autorizações de residência estava em crescimento até ter rebentado a Operação Labirinto. A maioria do investimento é para a compra de imóveis.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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