TAP com gestão privada mas controlada pelo estado

A transportadora aérea TAP vai manter-se sob gestão do consórcio Gateway de Humberto Pedrosa e David Neeleman, mas vai estar sob controlo do estado que conseguiu garantir 50% da companhia. Ainda assim a gestão e o plano estratégico serão controlados pelos privados que estão já a conduzir os destinos da companhia aérea portuguesa.

TAPA garantia foi dada pelo Ministro do Planeamento, Pedro Marques. Na mesma linha estiveram as declarações de Humberto Pedrosa, do consórcio privado que gere a TAP e que afirmou que “inicialmente eu disse que o nosso projecto e o do Governo não casavam”, mas que “a boa vontade de ambas as partes e o diálogo permitiu que acabasse em casamento, como não podia deixar de ser entre pessoas de boa fé”.

Apesar de não ficar com a maioria do capital, António Costa mostrou-se também satisfeito com o acordo alcançado dizendo que “a escolha democrática foi feita, os direitos foram garantidos a legalidade é garantia, a continuidade dos direitos é uma garantia. Portugal é um Estado de direito que respeita e procura o investimento estrangeiro”, acrescenta.

O estado ficará accionista maioritário depois do consórcio Gateway alienar 5% para os trabalhadores, ficando assim com 45% da empresa, mas que manterá a gestão privada. Para António Costa “o que cabe ao Estado é garantir a perenidade da visão estratégica e que a TAP garantir sempre a ligação dos portugueses ao mundo”, não querendo o governo intervir na gestão diária da TAP. A recompra dos 11% para o controlo público, custou ao governo, 1.9 milhões de euros.

O conselho de administração ficará com seis membros colocados pelo estado e seis membros do consórcio privado Atlantic Gateway de Pedrosa e Neeleman. O actual presidente, Fernando Pinto manter-se-á na Comissão Executiva da companhia.

Descomplicador:

O governo recuperou 11% da TAP e detém assim 50% da companhia aérea, mantendo a gestão nas mãos de Humberto Pedrosa e David Neeleman. António Costa garantiu não querer intervir na gestão diária da companhia, mas apenas manter a ligação da TAP a Portugal.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *