Guerra não assumida em Moçambique faz mais de 4 mil refugiados

Uma guerra não declarada em Moçambique fez já mais de quatro mil refugiados. A grande maioria tem-se deslocado para o Malawi que lançou já um alerta internacional. Em várias regiões de Moçambique existem conflitos diários entre a Renamo e as Forças Armadas moçambicanas.

Renamo Moçambique

Segundo o Expresso nos últimos dias os confrontos têm-se intensificado, com combates diários e que começam já a provocar a morte de civis. De norte a sul do país estão a ser queimadas casas e os movimentos migratórios começam a intensificar-se, tendo sido já reportados mais de uma dezena de focos de combate por todo o país.

Apesar de não serem ainda conhecidos os números das baixas, mais de metade das províncias de Moçambique estão já debaixo de conflitos armados. No entanto, até ao momento nem a Renamo nem as Forças Armadas moçambicanas admitiram o conflito armado, trocando acusações mutuas.

Um diário local diz que existem já mais de quatro mil refugiados, em especial no Malawi, que lançou recentemente um alerta internacional. Alguns refugiados acusam o exército de queimar casas e celeiros alegando que a população estava a esconder militares afectos à Renamo.

O Malawi avança ainda que os refugiados não foram ainda visitados por membros do governo moçambicano, um sinal de que o país não os reconhece assim como refugiados de guerra. O país vizinho esclarece ainda que tentou resolver o caso por vias diplomáticas, mas que tal não foi possível.

Descomplicador:

A Renamo e as Forças Armadas de Moçambique estão em conflito, embora não o declarem. Segundo o Expresso, mais de metade das províncias moçambicanas estão sob conflitos armados e o Malawi acolheu já mais de quatro mil refugiados.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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