António Costa está a espera que “o PSD faça o luto” para abrir novo capítulo

Em entrevista ao semanário Expresso, o Primeiro-Ministro português, António Costa disse esperar que “o PSD faça o luto” e “saia do casulo”, para que “possa ser mais activo” e iniciar assim um novo capítulo nas relações entre os dois maiores partidos. Na mesma entrevista António Costa diz estar tranquilo quanto à sua relação com as esquerdas e sublinha que as 35h são uma aposta pessoal.

António CostaNa grande entrevista publicada no semanário António Costa reage ainda com tranquilidade às negociações com a Comissão Europeia, dizendo que as conversas não chegaram a atingir o conflito e que não teme as avaliações das agências de rating. O Primeiro-Ministro acreditar ter todas as condições para prosseguir o seu mandato sem sobressaltos.

Quanto à relação com a direita, António Costa fala na “renovação do CDS” e diz “respeitar um certo luto que a direita tem de fazer para se tornar um parceiro mais activo”, para que não continue “agarrada ao debate sobre os quatro anos que passaram”, lamentando que o PSD não tenha ainda “saído do casulo”, mas esperando que o possa fazer para iniciar um novo capítulo na relação entre ambos os partidos.

António Costa considera que existem “matérias que, pela sua natureza, convidam a consensos políticos mais amplos e acho que seria uma pena se o PSD continuasse fechado naquele casulo perdido no passado e não regressasse ao tempo presente”, para justificar esta necessidade de relacionamento com os sociais-democratas.

Quanto às 35h, uma aposta do Primeiro-Ministro, António Costa garante que tal iniciativa não vai onerar mais o estado, não avançando para já com uma data de aplicação desta medida. Na entrevista António Costa mostrou-se ainda satisfeito com o acordo na TAP e garantiu que a Caixa Geral de Depósitos vai manter-se 100% pública.

Descomplicador:

António Costa disse em entrevista ao Expresso respeitar um “tempo de luto” da direita, mas acrescentou que está à espera que “o PSD saia do casulo e se torne mais activo”, considerando essencial o diálogo com o maior partido da oposição para algumas matérias.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *