Austeridade, crise e troika debatidas em seminário no ISCTE

Realizou-se ontem no ISCTE-IUL, em Lisboa, um seminário que discutiu a intervenção da troika em Portugal. Utilizando o Fundo Monetário Internacional (FMI) e os media portugueses como principais alvos de debate, a imprensa económica e a respetiva análise linguística foram os principais temas explorados em “As narrativas da crise e a crise das narrativas?”.

12736517_10208323566505242_2053567448_oA ajuda externa que Portugal pediu em 2011, a presença da troika, em especial do FMI, e a análise linguística do discurso da crise e da austeridade foram alguns dos assuntos debatidos na conferência.

João Ramos de Almeida, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES-UC), apresentou um estudo que se centrou na forma como a imprensa económica percecionou a crise e a troika. Delimitando o período entre 2011 a 2014, e falando também da atual situação do Governo em funções, o orador pronunciou-se sobre como a ideia de austeridade e de crise evoluiu em Portugal pelos jornalistas.

O debate focou-se, na sua maioria, acerca dos jornalistas e da maneira como encaram as palavras “crise” e austeridade”. Helena Garrido, do Jornal de Negócios, reforçou a ideia de que “a opinião pode mudar com a realidade”. Por outro lado, João Vieira Pereira e Nicolau Santos, do Expresso, explicaram como a diferença entre opinião e notícia pode confundir os leitores. Outras questões foram ainda colocadas, tais como o papel dos narradores nas narrativas ou a ideia de que os jornalistas económicos aderiram à ideia de austeridade.

O seminário, organizado pelo CES-US, contou também com a presença de Ana Luísa Rodrigues e Paulo Martins, ambos do Sindicato dos Jornalistas. Na audiência estiveram presentes Manuel Carvalho da Silva, ex-líder da CGTP, e Ricardo Paes Mamede, economista e professor no ISCTE-IUL.

Descomplicador:

O ISCTE promovou um debate entre jornalistas económicos que abordaram a forma como falaram da crise ao longo dos últimos anos.

zybjvmxe@pwrby.com'
Publicado por: Joana Silva

20 anos, natural da Madeira. Estuda jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social e é em Lisboa que está a dar os seus primeiros passos no jornalismo. Colabora também com o Bola na Rede.

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