“O acordo da UE é a prova de que tínhamos razão”

Mário Centeno esteve esta manhã numa conferência sobre o Orçamento de Estado no ISCTE em Lisboa. Numa intervenção em que defendeu naturalmente o seu documento, o Ministro das Finanças disse que “ter havido acordo da UE nalgumas medidas é bem a prova de que nos assistia razão”, pedindo que o orçamento não seja visto como uma peça separada da reforma do estado.

Mário CentenoO ex-professor universitário sentiu-se naturalmente confortável no ISCTE, onde começou por afirmar que “as opiniões divergentes são saudáveis, mas outras opiniões pretendem alimentar a confusão e a incerteza” e que este documento geral “tem de facto sido tudo e o seu contrário e como é habitual eu podia dizer que no meio se há de encontrar a sua virtude”.

Quanto às medidas inscritas no Orçamento de Estado, Mário Centeno defendeu que “existe essa alternativa e podemos devolver a esperança aos portugueses”, acrescentando que este é “um orçamento favorável, reduzindo o défice e a dívida pública” e voltando ao tema de Bruxelas para esclarecer que algumas medidas “não foram tomadas como definitivas, como por exemplo as medidas de austeridade e foi isso que procurámos passar à União Europeia”.

Assim, o facto de “ter havido acordo da UE nalgumas medidas é bem a prova de que nos assistia razão”, defende o ministro responsável pela pasta financeira do governo de António Costa. Para Mário Centeno este é “um orçamento exigente, para o estado, mas também para os agentes económicos” e revelou que “não gostaria que este Orçamento de Estado fosse visto como uma peça separada do esforço de reforma estrutural do governo”.

O Ministro das Finanças referiu ainda o “regresso dos emigrantes” e o “simplex do estado” como grandes prioridades deste executivo que se pretende “tornar num facilitador” para as empresas, procurando assim “reduzir os seus custos de contexto”.

Descomplicador:

Mário Centeno esteve esta manhã no ISCTE onde defendeu que o facto de “ter havido aprovação da União Europeia a algumas das nossas medidas, é a prova de que tínhamos razão”, alertando ainda para algum debate “confuso” à volta do Orçamento de Estado.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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