Wikileaks publica mais escutas ilegais feitas pela NSA

A WikiLeaks publicou um conjunto de documentos que comprovam que a Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA) fez escutas em encontros entre vários líderes mundiais. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, Angela Merkel, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e Silvio Berlusconi são alguns dos nomes que aparecem naqueles que a organização diz serem “documentos de maior importância diplomática’’ algum dia publicados por uma organização de media. “Se o secretário-geral pode ser alvo de escutas sem que isso tenha consequências, então toda a gente – desde governadores mundiais a um varredor de ruas – está em risco”, escreve Julian Assange no site oficial da organização.

Julian AssangeDe acordo com o documento, o encontro entre a chanceler alemã e Ban Ki-Moon, em dezembro passado, a propósito da Cimeira do Clima de Paris e um encontro entre Netanyahu e Berlusconi, juntamente com outro entre altos responsáveis de comércio da União Europeia e do Japão foram alvo de escutas. Uma reunião privada entre Berlusconi, Merkel e Nicolas Sarkozy foi também gravada pela NSA, assim como uma reunião entre outros líderes europeus e ministros do comércio japoneses onde se discutia assuntos da Organização Mundial de Comércio.

“Hoje mostrámos que os encontros privados do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, sobre como salvar o planeta das alterações climáticas, foram alvos de escutas por um país cujo objetivo é proteger as suas maiores empresas petrolíferas”, diz Julian Assange no documento. “O governo norte-americano assinou acordos com as Nações Unidas, dizendo que não vai ter com a organização esse tipo de comportamentos [as escutas]. Vai ser interessante ver a reação das Nações Unidas, porque se o secretário-geral pode ser alvo de escutas sem que isso tenha consequências, então toda a gente – desde governadores mundiais a um varredor de ruas – está em risco”, comentou ainda o editor da organização que denuncia estas escutas ilegais

A WikiLeaks surgiu em 2006 e apenas quatro anos depois já tinha tornado públicos mais de 90 mil documentos secretos da campanha militar dos Estados Unidos no Afeganistão e mais 40 mil documentos militares em que estavam descritas detalhadamente as operações americanas no Iraque.

Descomplicador:

A WikiLeaks publicou um conjunto de documentos que comprovam que a Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA) fez escutas em encontros entre vários líderes mundiais. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, Angela Merkel, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e Silvio Berlusconi são alguns dos nomes que aparecem na lista de encontros gravados pela NSA. Julian Assange diz que “se o secretário-geral pode ser alvo de escutas sem que isso tenha consequências, então toda a gente – desde governadores mundiais a um varredor de ruas – está em risco”.

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Publicado por: Rita Fernandes

Finalista do curso de jornalismo na Escola Superior de Comunicação, tem 20 anos e é natural de Lisboa. Não vive sem livros. Também redatora no site Espalha-Factos.

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