Assunção “Sem-Medo” quer discutir alargamento da ADSE, aumento de salários na classe politica e reforma do sistema eleitoral

A candidata à liderança do CDS, Assunção Cristas, apresentou ontem na sede nacional do partido, no Largo do Caldas, a sua Moção de Estratégia Global que resultou da volta ao país onde passou por todos os distritos e pelas regiões autónomas. Afirmando mais uma vez um “CDS que deve ser a primeira escolha dos eleitores”, Assunção Cristas abordou o alargamento da ADSE para todos, uma melhoria de salários na classe politica e a reforma do sistema eleitoral.

Assunção CristasOusadia é a palavra que pode descrever a intervenção de Assunção Cristas ontem à noite. A candidata à liderança dos centristas disse que deve ser obrigação do partido apresentar um estudo sobre “o alargamento da ADSE a todos”, acrescentando que “já que há alguma coisa boa no público que possamos apresentar ao sector privado”, o deve fazer.

Também a classe politica foi objecto de análise de Assunção Cristas, que referiu que a administração pública precisa de “gente mais bem remunerada a níveis superiores e porventura menos gente na base”, acreditando que “o país tem de fazer essa reflexão se quer honestamente uma administração pública a funcionar melhor”. A par da subida salarial na administração pública, Assunção Cristas quer também avançar com a reforma do sistema eleitoral, sendo “um ponto onde nos podemos aproximar da esquerda” e considerando “escandaloso que o interior só eleja 18 deputados”.

A candidata à liderança do CDS referiu no entanto que as soluções não podem ser postas “em cima da mesa todas ao mesmo tempo, mas sim de forma ordeira” para possam avançar. Assunção Cristas disse ainda que a educação foi o tema mais abordado nas suas sessões pelo país e que na sua opinião a regionalização “não é para avançar”, mas sim dar mais poder às Comunidades Intermunicipais.

Para a ex-Ministra da Agricultura, uma das razões pela qual o PSD e o CDS perderam a maioria foi devido “à falta uma reposta na matéria das pensões, mas essa também foi uma razão para o PS não ter ganho”, diz. A moção de estratégia global que vai apresentar no congresso, o documento que vai orientar a sua acção no partido, fala num Portugal daqui a 20 anos, embora Assunção Cristas garante que não pretende ficar 20 anos à “frente do partido”.

A actual deputada do CDS pelo distrito de Leiria reforçou também a ideia de que “neste momento” o CDS tem que ir “pelo próprio pé, pelo nosso caminho, porque trabalhamos e porque agregamos gente”, não devendo “ter medo em dizer que queremos estar na linha da frente”.

Descomplicador:

Assunção Cristas apresentou ontem na sede do CDS a sua moção de estratégia global e de forma ousada abordou o alargamento da ADSE a todos, a subida de salários no topo da administração do estado e a reforma do sistema eleitoral.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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