Portugal “ficou aquém do desígnio nacional sempre que sacrificou a convergência de culturas”

A Mesquita Central de Lisboa foi a primeira paragem do novo Presidente da República depois da pausa para almoço. Marcelo Rebelo de Sousa foi recebido por um grupo de crianças das várias comunidades religiosas presentes, cumprimentadas uma a uma, e que lhe ofereceram um colar de flores.

Aliança Evangélica, Associação Buddha Light de Lisboa, Comunidade Bahá’i, Comunidade Hindu, Comunidade Muçulmana Ismaili, Comunidade Xiita, Comunidade Sikh, Igreja Anglicana, Igreja Ortodoxa Grega, União Budista e Igreja Católica, e outras. Todas na casa “cujas portas estão abertas a todos aqueles que acreditam no diálogo e na paz, crentes independentes da sua religião, agnósticos e não crentes”, nas palavras de Abdool Karim Vakil, presidente da Comunidade Islâmica.

12837701_10201413108247243_1578424546_oDepois da leitura de um trecho da Oração Ecuménica Universal pelos dezassete representantes das várias confissões religiosas, foi a vez de Marcelo Rebelo de Sousa. Num discurso breve, o Presidente frisou que “Portugal deve muita da sua grandeza secular ao seu espírito ecuménico” e que “ficou aquém do seu desígnio nacional sempre que sacrificou a riqueza da convergência de culturas, civilizações e religiões”.

Um encontro, dois significados. O Presidente da República diz que “como Presidente que jurou defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição, será sempre defensor da liberdade religiosa em todas as suas virtualidades” e apela a que “o espírito ecuménico” testemunhado no encontro sirva de exemplo “para todos os domínios da vida nacional”. O Imã da Mesquita Central de Lisboa, o Sheik David Munir, realçou o facto de este ser “um feito histórico” e também revelou a esperança de que ele “sirva de exemplo”.12822826_10201413108287244_54314871_o

Diálogo, entendimento e aceitação recíproca foram palavras marcadas no discurso de Marcelo Rebelo de Sousa. Promover a aproximação entre culturas e religiões era, desde o início, o objetivo da realização desta cerimónia ecuménica.

E “em nome de todos os portugueses” continuou. “Que os próximos cinco anos sejam vividos sob o signo da mesma paz, de justiça e fraternidade que a vossa presença e as vossas [dos líderes das diversas religiões] palavras evocaram”. “Foi um, momento bonito, de compreensão, de fraternidade, entre todas as igrejas e confissões que existem em Portugal”, comentou Marcelo, à saída da Mesquita Central de Lisboa. O Palácio da Ajuda foi a próxima paragem, para entregar a Cavaco Silva o grande colar da Ordem da Liberdade.

Descomplicador:

Diálogo, entendimento e aceitação recíproca foram as palavras chave do discurso de Marcelo Rebelo de Sousa, que hoje tomou posse como Presidente da República, no encontro inter-religioso que decorreu na Mesquita Central de Lisboa.

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Publicado por: Rita Fernandes

Finalista do curso de jornalismo na Escola Superior de Comunicação, tem 20 anos e é natural de Lisboa. Não vive sem livros. Também redatora no site Espalha-Factos.

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