O país onde qualquer semelhança com a Península Ibérica não é pura coincidência

Um país entra em assistência financeira sob governo de um partido da direita ou e/ou do centro direita. Esse país sai da assistência financeira, vai a eleições e o governo que este em funções durante os anos de assistência ganha mas não consegue maioria para formar governo. Onde é que já ouvimos esta história? Bom, em Portugal, em Espanha e agora também na Irlanda. Enda Kenny, o Primeiro-Ministro que governou durante o resgate não conseguiu ainda formar governo.

Enda KennyA coligação Fine Gael e o Partido Trabalhista, que governaram durante os últimos quatro anos, venceu as eleições mas não segurou a maioria absoluta no Parlamento. O partido do Primeiro-Ministro conquistou 50 dos 158 lugares mas o Partido Trabalhista reduziu de 37 para apenas sete assentos no Parlamento nacional. Os 57 mandatos não são assim suficientes para formar governo.

A oposição, composta pelo Fianna Fail, conquistou 44 lugares e o partido anti-austeridade, o Sinn Fein, conquistou 23 deputados. Estas foram as primeiras eleições após o resgate financeiro que decorreu nos últimos anos na Irlanda, no valor de 85 mil milhões de euros.

Com estes resultados, Enda Kenny demitiu-se da liderança do governo, garantindo no entanto que o executivo vai manter-se em funções. Aliás, Enda Kenny está neste momento numa visita de estado aos Estados Unidos da América, onde esteve já com o vice-presidente Joe Biden e com o presidente Barack Obama.

A solução que está a ser tentada pelos principais protagonistas políticos irlandeses é uma coligação entre o Fine Gael, partido da liderança e o Finne Fail, dois dos maiores partidos da Irlanda, no entanto a solução não é sequer consensual dentro das próprias estruturas.

Descomplicador:

Enda Kenny, que conduziu a Irlanda durante os anos de resgate não conseguiu maioria absoluta nas legislativas. À semelhança de Portugal e de Espanha, a coligação que liderava a Irlanda não pode repetir o governo dos últimos quatro anos.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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