Qual é a medida do sucesso?

11072438_10153144427162453_1079630721_nQual é a medida do sucesso? Para alguns, o número de visitas. Para outros, o dinheiro que um projeto lhes traz. Para nós, Panorama, ficou definido desde o primeiro dia que não seria nada disso. Se me perguntarem hoje, um ano depois, se sei medir o nosso sucesso em unidades concretas, tenho de responder que não.

Lembro-me de que nos primeiros tempos passava horas a pensar nisto. Quando é que seria suficiente? Quando é que eu sentiria que a missão estava a ser cumprida? Seria ao cumprir as primeiras 100, 200, 500 mil visitas? Seria quando me deslocasse à Assembleia da República para entrevistar líderes partidários ou candidatos presidenciais, apresentando-me como uma jornalista orgulhosa do Panorama? Estas metas foram todas cumpridas, juntamente com muitas outras que nunca sequer esperámos alcançar. Mas continuo a não saber se isto representa o sucesso, porque acho que apenas alimentou a nossa vontade de querer fazer mais (é assim que as coisas funcionam quando se é pequenino).

A explicação é simples: o Panorama não é um projeto que agrade a qualquer um, não é um projeto fácil, simples. Não é o tipo de site que aborde temas chamativos e que esvaziem a cabeça de alguém que chega do fim de um dia de aulas ou trabalho e quer descontrair. Não é essa a nossa missão.

Talvez a medida do sucesso seja precisamente sabermos, um ano depois, que contra todas as adversidades resistimos às tentações de nos tornarmos as caras de um projeto fácil. Os nossos princípios continuam firmes, a nossa vontade de esclarecer o leitor sem sensacionalismos ou preguiças está patente em cada artigo que publicamos.

Não somos perfeitos: temos de fazer mais para agradar ao leitor jovem, temos de apostar no multimédia (sabemo-lo, e neste segundo ano daremos novidades). Temos de perceber como é que se conjuga um projeto feito por poucas mãos mas com muita vontade com a realidade: os recursos que escasseiam, o tempo que é pouco.

O que nos distingue, a nossa medida do sucesso, é que um ano depois essa vontade continua a existir. Em tempos difíceis para o jornalismo, em tempos em que a política nacional nos coloca novos desafios, a nossa missão continua tão presente como sempre. Os obstáculos dos primeiros tempos ultrapassados, os próximos e ainda maiores por vir.

Sabemos o que somos e o que queremos ser, e com a preciosa colaboração de todos os que escrevendo crónicas ou trabalhos que nos orgulham dedicam o seu tempo ao Panorama, sabemos que nos queremos tornar cada vez mais no que planeámos naquela mesa de café em que surgiu a ideia e no que prometemos naquele primeiro estatuto editorial, escrito com a paixão de quem estava ansioso por começar.

A medida do nosso sucesso é essa mesmo: hoje estamos tão ansiosos por começar como estávamos a 19 de março de 2015.

Publicado por: Mariana Lima Cunha

21 anos, natural de Oeiras. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós-graduada em Comunicação e Marketing Político pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Jornalista online do Expresso

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