PSD e CDS lançam “governos-sombra” para reforçar oposição a Costa

O PSD e o CDS vão lançar em breve “governos-sombra” para reforçar a oposição ao executivo liderado por António Costa. A ideia é que a oposição surja assim de forma mais sistematizada e que não deixe escapar nenhuma área, dando também a conhecer um conjunto de deputados e dirigentes que se destacam nas respectivas áreas, tornando-os nomes válidos para um futuro elenco governamental.

Instituto Francisco Sá CarneiroNo Partido Social Democrata, Pedro Passos Coelho pretende reestruturar o Instituto Francisco Sá Carneiro, a plataforma de pensamento politica afecta ao PSD. A reestruturação está apenas dependente do novo conselho de administração que vai a votos depois do congresso do PSD, mas o “gabinete sombra” é uma figura prevista até nos estatutos que depende apenas da vontade da Comissão Politica Nacional para ser reactivada.

Em 2010 quando Pedro Passos Coelho chegou à liderança do PSD era o gabinete de estudos do partido que assumia este papel, com nomes como Carlos Moedas ou José Manuel Canavarro, conta Feliciano Barreiras Duarte ao Diário de Noticias. Agora com o gabinete de estudos fora da equação, o Instituto Sá Carneiro deve ganhar protagonismo, adiantando o DN que nomes como Pedro Reis (ex-AICEP), David Justino (Conselho Nacional da Educação) ou ainda João Moreira Rato (ex-Instituto de Gestão do Crédito Público).

Gabinete Estudos CDSJá no CDS, Assunção Cristas aproveitou a primeira reunião da Comissão Executiva para distribuir as principais prioridades enunciadas no congresso pelos dirigentes da cúpula centrista. Assim a supervisão da banca e a dinamização da economia foram entregues a Cecília Meireles e Adolfo Mesquita Nunes. Miguel Morais Leitão e Filipe Anacoreta Correia serão os responsáveis pelo estudo sobre a sustentabilidade das pensões enquanto Ana Rita Bessa fica com o estudo sobre o alargamento da ADSE a todos.

Nos próximos tempos, em coordenação com o gabinete de estudos, liderado por Diogo Feio, serão distribuidos mais temas por dirigentes ainda “sem pasta”. A ideia é que o gabinete de estudos chame também alguns independentes que colaborem com o núcleo duro de dirigentes do CDS.

Descomplicador:

PSD e CDS estão a começar a constituir os seus “governos-sombra” para sistematizarem a oposição ao executivo de António Costa e darem também a conhecer deputados e dirigentes com trabalho produzido na área.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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