Marcelo aprovou o Orçamento e falou ao país…sentado

Marcelo Rebelo de Sousa promulgou esta tarde o Orçamento de Estado para 2016, o primeiro aprovado pelo executivo liderado por António Costa. Marcelo Rebelo de Sousa inovou ao dirigir-se ao país sentado, optando por um tom explicativo sobre o cenário europeu e sobre os motivos que o levaram a aprovar o diploma que entrará assim em vigor na Sexta-Feira, 1 de Abril.

Minutos antes do inicio da alocução a imprensa começou a dar conta que o documento tinha sido já promulgado por Marcelo Rebelo de Sousa, que em dez minutos explicou o porquê e deixou alguns avisos quanto à execução deste Orçamento de Estado. O Presidente da Republica começou por dizer que este documento “nasce numa situação complexa”.Marcelo Rebelo de Sousa

Depois de falar da importância do semestre europeu e das condicionantes que o Orçamento tem de cumprir para satisfazer o tratado orçamental, Marcelo Rebelo de Sousa deixou alguns cuidados ao dizer que “a questão sobre se o modelo escolhido, que aposta no consumo das famílias e do consumo público, fará ou não crescer a economia, se criará ou não emprego, se é suficiente para a competitividade das empresas, se não põe em risco metas, isso depende do Plano Nacional de Reformas e do Programa de Estabilidade que estarão em debate nas próximas semanas, mas depende sobretudo da execução do orçamento”, acrescentando que “só em 2017 começaremos a ter uma resposta para este problema”.

Marcelo Rebelo de Sousa disse que “numa análise fria não será possível garantir que as previsões vão ser confirmadas pela realidade”, mas sublinhou que as incógnitas não são um exclusivo português mas sim de todas as economias europeias. Para o Presidente da Republica é no entanto de sublinhar positivamente, “uma preocupação social dirigida a certas camadas da população”, embora “mitigado pelo compromisso com as instituições europeias”.

O Presidente recentemente eleito deu três motivos para promulgar este documento: a necessidade de estabilidade, a legalidade do diploma e a vontade politica dos partidos que seguram o executivo, dizendo no entanto que António Costa tem que ser “muito rigoroso na execução do orçamento – é esse rigor que pode fazer a diferença”, alertando para a existência de mais medidas.

Marcelo Rebelo de Sousa terminou dizendo que “muitas vezes a politica é a arte do possível”, abordando que este não é certamente o orçamento desejado pelos partidos, mas alertou para o facto de “saber se o possível é suficiente”.

Descomplicador:

Marcelo Rebelo de Sousa explicou esta tarde ao país o porquê de ter promulgado o Orçamento de Estado de 2016, alertando para a necessidade de “rigor” da execução das medidas para “evitar medidas adicionais”.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *