Mosteiro da Batalha quer (ainda mais) honras de Panteão

Mosteiro da BatalhaO PS apresentou na Assembleia da Republica o projecto-lei para elevar o Mosteiro dos Jerónimos ao estatuto de Panteão Nacional e a Câmara da Batalha aproveitou o embalo. Paulo Baptista Santos, presidente da Câmara da Batalha, em comunicado enviado à Lusa afirma que “o estatuto de Panteão Nacional a atribuir ao Mosteiro da Batalha reveste-se da mais elementar justiça e cumprirá, por via dessa classificação, a função régia para que foi erigido e onde está sepultada a Dinastia de Avis”.

No Mosteiro de Santa Maria da Vitória estão sepultados na Capela do Fundador D. João I, “o garante da Independência de Portugal”, D. Filipa de Lencastre, “sua esposa e distinta formadora da Ínclita Geração dos Altos Infantes”, o infante D. Henrique, “o Navegador e mestre da Ordem de Cristo”, o infante D. João, mestre da Ordem de Santiago, sua esposa, D. Isabel, D. Fernando, mestre da Ordem de Avis, “que morreu com fama de santo, no cativeiro de Fez”, e ainda D. Afonso V e D. João II. À conversa com o Panorama Joaquim Ruivo Mosteiro da Batalhao director do Mosteiro da Batalha, Joaquim Ruivo, conta que “a Capela do Fundador é na realidade o primeiro panteão régio”, relembrando que “a partir de 1921, confirmou-se o estatuto memorial do Mosteiro da Batalha, com o sepultamento na Sala do Capítulo de dois Soldados Desconhecidos portugueses, mortos na 1ª guerra mundial”. Um processo que só viria a terminar nos anos 30 com a trasladação do túmulo do rei D. Duarte da Capela Mor da Igreja do Mosteiro para as Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha, “completando o seu ciclo de afirmação memorial.”

A Batalha elogia a proposta do PS quanto ao Mosteiro dos Jerónimos, mas lembra que no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, monumento nacional, uma das sete maravilhas de Portugal e património mundial da humanidade da UNESCO, estão “alguns dos nomes com maior significado histórico de toda a idade média e que representam quer a independência nacional, quer a expansão encetada através do Descobrimentos”.

Pedro PimpãoPedro Pimpão, deputado social-democrata eleito pelo distrito de Leiria, avisa que “não podemos correr o risco de banalizar esta temática”, ao mesmo tempo que denota que “não há muitos monumentos que reúnam o simbolismo histórico do Mosteiro da Batalha em virtude de ser o principal panteão régio nacional e do tributo singular à figura do soldado desconhecido”. A proposta de equiparação dos Jerónimos a Panteão Nacional foi liderada por Pedro Delgado Alves do PS, e o presidente da autarquia da Batalha quer incluir o Mosteiro local neste mesmo projecto.  Pedro Pimpão conta ainda ao Panorama que “esta distinção com honras de panteão vai ser um factor positivo e uma mais-valia turística e de valorização deste monumento”, que já está entre os mais visitados do país.

Descomplicador:

O presidente da Câmara da Batalha deu o tiro de partida e o deputado do PSD, Pedro Pimpão abordou o tema na Assembleia da República. O Mosteiro da Batalha quer também ser equiparado a Panteão Nacional, apesar de ser já panteão régio, segundo explica ao Panorama o director do monumento.

ygztbykr@eelmail.com'
Publicado por: Tomás Gomes

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *