Assunção mete “travão” na sua candidatura à autarquia de Lisboa

A líder do CDS/PP, Assunção Cristas, deu esta sexta-feira uma entrevista ao jornal i. Foram vários os temas abordados: a avaliação do governo PS, as eleições autárquicas do próximo ano, as mudanças que promoveu no partido, entre muitos outros.

Assunção Cristas“Um partido muito interessado e mobilizado. As pessoas estão esperançosas neste novo ciclo”, foi assim que diz ter encontrado o CDS. Questionada sobre as mudanças que promoveu após a sua chegada à liderança, afirma que “há algumas diferenças práticas, de organização. Por exemplo, eu não marco reuniões para começarem depois das seis da tarde, por regra”.

Por inúmeras vezes apelidada de “super mulher”, Assunção afirma que a única maneira de ter tempo para tudo é delegando tarefas. Exemplifica com a alternativa proposta pelo CDS ao Plano Nacional de Reformas: “pedi a três pessoas para elaborarem a alternativa do CDS ao PNR. Acho que está óptimo. Eu faria diferente (…) mas não o vou reescrever (…) revejo-me no documento e… está feito. Eu sempre trabalhei assim, delegando.”

Adolfo Mesquita Nunes, Cecília Meireles ou Nuno Magalhães são algumas das pessoas com que fala várias vezes por dia. Relativamente a Nuno Melo, diz não sentir que o eurodeputado é uma ameaça. “Genuinamente, as pessoas estão satisfeitas, mesmo quem tinha e tem essa ligação com Nuno Melo. Sentem que esta liderança está para somar, não para dividir”, remata a líder do CDS/PP.

Paulo Portas, como não poderia deixar de ser, foi outro dos temas abordados. A ex-ministra da cultura e do mar, afirma que tem falado menos com o seu antecessor. Todavia, e quando perguntada sobre se Paulo Portas lhe da conselhos, diz que “ de vez em quando manda-me sms”. Ainda sobre o ex-vice primeiro-ministro, acredita que Portas “está mesmo empenhado em construir um novo ciclo na sua vida, gosto de saber que está atento e que dará um conselho se for preciso”.

Sobre as autárquicas do próximo ano, afasta-se de uma possível candidatura à Câmara de Lisboa: “Graças a Deus temos um partido com várias pessoas que cumprem o perfil que eu tracei no congresso, para uma candidatura forte e mobilizadora.” Refere ainda que o CDS tem de se afirmar por si próprio, recusando um possível apoio a alguém do PSD na corrida ao município de Lisboa.

Descomplicador :

Assunção Cristas, em entrevista ao i, afasta-se de uma possível candidatura à Câmara de Lisboa. Afirmou ainda que o CDS/PP deve ter o seu próprio caminho e que encontrou um partido “esperançoso”, tendo já alterado alguns métodos de trabalho dentro da estrutura.

 

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Publicado por: Duarte Pereira da Silva

20 anos, natural de Lisboa mas "radicado" no Algarve desde cedo. Estudante de Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social. Colabora com o site desportivo "Bola na Rede".

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