Marcelo pede “união” e “bom senso” no 25 de Abril

Marcelo Rebelo de Sousa foi Marcelo Rebelo de Sousa no seu primeiro discurso de 25 de Abril enquanto Presidente da República. Cravo na lapela, sim ou não? Nim. Marcelo levou na mão, um cravo “simbolicamente entregue” pelo Conselho Nacional de Juventude. No discurso, o Chefe de Estado pediu “bom senso” e “união” no essencial.

Marcelo Rebelo de SousaO Presidente da República começou por saudar os militares de Abril que pela primeira vez desde 2011 marcaram presença na cerimónia do 25 de Abril na Assembleia da República. Marcelo pediu consensos, lembrando que “o mandato presidencial é mais longo e mais sufragado do que os mandatos partidários” e que “não depende de eleições intercalares”, lembrou.

O Chefe de Estado mostrou-se satisfeito pelo facto de existirem vários caminhos na politica nacional, mas pediu que “sem negarmos a riqueza do confronto, unamo-nos no essencial”, apelando assim ao “bom senso” dos protagonistas actuais, lembrando ainda que é preciso “deixar de viver em campanha eleitoral”. Assim para o PSD ficou o recado: “o estimulante pluralismo político não impede consensos sectoriais de regime”.

Quanto ao 25 de Abril propriamente dito, Marcelo Rebelo de Sousa fez um balanço “muito positivo para os que tiverem a memória dos anos 70, mas “descoroçoante para quem só se lembrar dos anos 90 e da viragem do século”, acrescentando ainda que é “míope negar as desilusões” especialmente na “debilidade do crescimento, da insuficiência do emprego, do aumento das desigualdades, da persistência significativa da pobreza”.

Num discurso onde ainda existiu espaço para a Europa e para os seus desafios, Marcelo Rebelo de Sousa não largou o chavão do consenso, lembrando mais do que uma vez aos partidos que “mais instabilidade não abre caminhos, fecha horizontes”. O PS, PSD e CDS aplaudiram a intervenção de Marcelo Rebelo de Sousa, enquanto no PCP e no Bloco de Esquerda, uns deputados aplaudiram, outros não.

Descomplicador:

Marcelo Rebelo de Sousa pediu “bom senso” e consensos aos partidos para a nova fase que quer para o país. O Presidente da República lembrou que “o estimulante pluralismo político não impede consensos sectoriais de regime”.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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