Maria Luís não se afasta liderança do PSD

A ex-Ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque não afastou a possibilidade de assumir a liderança do PSD no futuro, em entrevista publicada hoje no Diário de Noticias. A actual vice-presidente do partido diz ainda que teria aceite novamente o convite da Arrow se fosse convidada agora.

Maria Luis explica ter aceite o convite da Arrow por parecer “interessante a possibilidade de ter uma experiência nova e de aprender mais coisas”, acrescentando que “a possibilidade de conhecer a realidade concreta do que é a governação de uma empresas não nacional, que é feita lá fora, no Reino Unido, onde as práticas são claramente reconhecidas como boas e que essa aprendizagem me seria útil e que acrescentaria às minhas competências”. Se fosse hoje, a ex-Ministra das Finanças teria aceite novamente o convite.

Quanto ao seu papel na direcção nacional de Pedro Passos Coelho, Maria Luís Albuquerque admite ter “responsabilidades acrescidas” no sector financeiro, mas recusa ser “ministra sombra” de Mário Centeno, afirmando que poderá também pronunciar-se noutras áreas sempre que for chamada para tal.

Apesar de recusar dar “notas” ao Programa de Estabilidade e ao ministro Mário Centeno, Maria Luís Albuquerque não se coíbe de criticar ambos, dizendo que “é francamente um programa mau” e que Mário Centeno tem apresentado “falta de qualidade das políticas, que se reflecte, não só numa estratégia que é errada, como na inconsistência e na incapacidade para serem atingidas as metas, com as consequências que isso traz”.

“A questão da sucessão não está em cima da mesa e é um hábito pouco saudável, líderes que acabam de ser reeleitos com uma maioria esmagadora, estar já a falar de quem é que os sucede”, diz a ex-Ministra das Finanças, sem no entanto deixar de dizer também que uma candidatura sua “depende muito das circunstâncias”, mas que para já não tem “vontade nem intenção”.

Descomplicador:

Maria Luís Albuquerque disse em entrevista ao Diário de Noticias que Mário Centeno tem sido a cara de politicas erradas no sector financeiro, recusando no entanto ser “ministra-sombra”, embora reconheça ter mais experiência no sector. A ex-Ministra das Finanças, não afasta também uma candidatura sua à liderança dos sociais-democratas.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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