PSD e CDS complementam salários de líderes

Pedro Passos Coelho e Assunção Cristas, líderes do PSD e CDS respetivamente, recebem um complemento salarial atribuído pelo próprio partido e que acumulam com o salário de deputado. Os dois líderes da oposição no Parlamento declaram esse rendimento extra no registo de interesses de deputado.

Passos esclarece que o PSD lhe paga a quantia necessária para o ajudar a auferir o salário do cargo de vice-primeiro ministro. Ou seja, o líder do PSD aufere 3341€ (brutos, mais 341 euros apresentados como despesas de representação) como deputado em regime de exclusividade e o partido paga-lhe mais 986€, perfazendo um total mensal de 4668 euros. Um valor no mínimo curioso, uma vez que está ligado a um cargo que muito poucas vezes existiu nos elencos governativos; o último titular desse cargo foi Paulo Portas nos últimos dois Governos de coligação PSD\CDS. Contactado pelo Expresso, o Partido Social-Democrata não esclareceu o porquê deste tecto salarial.

Pedro Passos Coelho

Já Assunção Cristas não chega, sequer, a explicar no registo de interesse que tipo de complemento salarial recebe. Contactada pelo Expresso, a assessoria de imprensa do CDS afirma que a líder recebe “o diferencial que lhe permite (acumulando com o vencimento de deputado) auferir o mesmo que recebia antes de ir para o Governo”. Antes de ter participado nos últimos dois Governos liderados por Pedro Passos Coelho, a antiga ministra da Agricultura, era advogada no escritório Morais Leitão, Galvão Teles e Soares da Silva. No entanto o montante não é revelado.

Apesar de nem sempre ser um processo totalmente transparente, esta é uma prática comum dentro dos partidos. António Costa, a título de exemplo, quando abandonou o cargo de presidente da Câmara Municipal de Lisboa passou a receber o salário equivalente ao de primeiro-ministro (5001€, sem contar com despesas de representação); valores tabelados e definidos durante a direção de António José Seguro. O valor era justificado por o atual primeiro-ministro, na altura, ter passado a ser funcionário do Partido Socialista a tempo inteiro.

Descomplicador:

Os líderes do PSD e CDS recebem um complemento salarial dos partidos que se vem assim juntar ao valor que recebem enquanto deputados.

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Publicado por: Tomás Gomes

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