Um “simplex” para a JSD vindo da Área Oeste de Lisboa

A apresentação das moções sectoriais, no passado sábado, no Congresso Nacional da JSD, não se limitaram apenas a discutir temas da sociedade. Alguns congressistas aproveitaram para apresentar moções sobre a própria JSD como foi o caso de Carlos Cunha com a moção “Simplificar a JSD, tornado-a mais justa!”.

Congresso JSDSão vários os pontos sobre os quais nos é necessário debruçar, começa por dizer Carlos ao Panorama. Primeiro, “a minha moção defende uma diminuição do número de militantes mínimos para que se possa fundar uma concelhia”. Depois, defende que “os mandatos da comissão instaladora em vez de terem 6 meses de duração tenham um ano”. Segue-se, um pedido de “maior autonomia das distritais para organizarem as suas reuniões, porque cada concelhia tem uma realidade específica e os estatutos não são elásticos”.

Mais pedidos se seguem e passamos a conversar sobre o modelo de Congresso. O discurso do congressista de Arruda dos Vinhos foi um dos mais indignados pela pouca afluência registada dos outros congressistas. Uma situação que diz não ser normal uma vez que “a JSD pauta-se ao longo da história por ter grandes Congressos Nacionais como o Congresso que elegeu Passos Coelho ou o que elegeu Hugo Soares”, mas aqui na Batalha “as moções estiveram a ser apresentadas de manhã e o Congresso nem a meio esteve”.

Carlos Cunha acha que é necessário um período de reflexão: “a JSD tem que se pensar sobre si mesma, porque não vale a pena marcar Congressos se não for para discutir política e o futuro do país”. Relembrando que este não é o comportamento habitual a que tem assistido nos últimos Congressos e em acções da JSD, o congressista apontou para o elevado número de moções para indicar que algo não está bem, “temos 58 moções sectoriais e isso é sinal de que alguma coisa não está bem quando muitas delas são sobre a própria JSD”.

Congresso JSDO delegado da zona Oeste do país diz não perceber o comportamento de “pessoas que se dispõem a ser eleitas como delegados, que pagam a inscrição e que depois não aproveitam”. Carlos Cunha afirma que é necessário um “simplex” e uma desburocratização da JSD. Neste apelo a uma pequena revolução interna ao nível dos estatutos, apela-se a um repensar deste modelo de Congresso que se paute por uma maior discussão, rotatividade de intervenções e de apelo a uma maior presença na altura de discutir as moções sectoriais.

A moção, “Simplificar a JSD, tornando-a mais justa!”, aborda temas que vão desde a burocracia necessária para fundar uma concelhia até à falta de autonomia financeira da própria juventude. Temas muito falados nos corredores do Congresso como fundamentais para o crescimento da JSD. Já a discussão e reflexão do modelo de Congresso vai ao que o Presidente da JSD, Simão Ribeiro, e um dos antigos vice-presidentes, Gonçalo Gaspar, contaram ao Panorama: “é um modelo que tem de ser revisto”.

O Panorama marca presença este fim-de-semana no congresso nacional da Juventude Social Democrata, na Batalha

Descomplicador:

Carlos Cunha apresentou uma moção sobre o funcionamento interno da Juventude Social Democrata e pede mais participação politica nos “conclaves” da jota. O congressista de Arruda dos Vinhos pede ainda uma desburocratização da estrutura.

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Publicado por: Tomás Gomes

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