Perto de 250 mil manifestam-se na Polónia: porquê?

POLONIAMANIFCerca de 250 mil polacos protagonizaram a maior manifestação de sempre no país desde a queda da União Soviética. A capital, Varsóvia, teve um dia quente, com um protesto cujo objetivo era atacar o governo. A liderar a Polónia está o partido da direita conservadora Lei e Justiça e que tem gerado polémica pelas medidas defendidas.

A marcha foi organizada pelo Comité para a defesa para Democracia e pelo partido da oposição Plataforma Cívica. Os manifestantes marcharam contra as reformas na justiça mas principalmente para defender a permanência do país na União Europeia. É a efetivação da Polónia como mais um país da Europa de leste em que a discussão de se manter ou não na comunidade toma posse.

Acontece que o partido que venceu as eleições no final de 2015 tem defendido uma posição dura face à União Europeia (aliás, é considerado um partido eurocético) e tem sido acusado de ameaçar a democracia polaca. Desde que subiu ao poder, o fosso entre o país e a comunidade aumentou, e o aproximar do dia da Europa (9 de maio) fez surgir um momento ideal para a organização dos protestos.

Em causa estão também medidas que alguns consideram ser contra a democracia, como por exemplo o maior controlo do governo sobre a TVP – a televisão pública da Polónia -, e, por outro lado, uma maior influência do poder executivo – o governo – sobre sistema judicial.

Do centro de poder da união, Bruxelas, tem-se estado em alerta, de tal forma que foi lançado um processo inédito para averiguar se a Polónia não violou as leis da união e se é necessário aplicar sanções ao país.

Bandeiras agitadas a favor da União Europeia, mas, em resposta, houve também manifestações a favor do governo. Cerca de 2 mil pessoas marcharam por Varsóvia para se mostrarem favoráveis ao governo e contra o que alguns consideram como «uma ditadura de bruxelas».

Descomplicador:

A Polónia teve um sábado marcado por manifestações a favor e contra a União Europeia. O país é liderado por um partido eurocético, que tem aplicado medidas que mantém a comunidade em alerta. Podem, potencialmente, violar algumas leis da União e a UE está atenta.

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Publicado por: Luís Fernandes

19 anos. Estudante de jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social em Lisboa. Desde cedo que soube o caminho que queria trilhar e que passava, sem qualquer dúvida, pela comunicação: o jornalismo – a vontade de informar, a forma de oferecer a quem lê, ouve ou vê, uma oportunidade para mudar e fazer mudar.

Atualmente é coordenador dos Noticiários da ESCS FM e colabora com a ESCS Magazine.

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